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Huawei apresenta nova estratégia para chips avançados

Proposta da gigante chinesa foca em encurtar sinais elétricos nos processadores, visando superar limites de miniaturização e impulsionar a tecnologia

Huawei apresentou uma nova estratégia para desenvolver chips mais poderosos sem depender apenas da miniaturização extrema dos componentes
Huawei apresentou uma nova estratégia para desenvolver chips mais poderosos sem depender apenas da miniaturização extrema dos componentes Foto : Wang Zhao / AFP

A Huawei apresentou nesta segunda-feira, 25, uma nova estratégia para desenvolver chips mais poderosos sem depender apenas da miniaturização extrema dos componentes, em uma tentativa de contornar os limites técnicos e econômicos que vêm desacelerando a evolução da indústria global de semicondutores.

A proposta, chamada "Tau (t) Scaling Law", foi apresentada durante um evento internacional de tecnologia em Xangai. Segundo a empresa chinesa, a ideia é aumentar o desempenho dos chips reduzindo o tempo que os sinais elétricos levam para circular dentro dos processadores e sistemas computacionais, em vez de focar exclusivamente em tornar os transistores - os pequenos componentes que executam cálculos - cada vez menores.

"A indústria precisa agora enfrentar o desafio urgente de superar as restrições físicas dos processos tradicionais e encontrar um novo caminho sustentável de evolução", afirmou a Huawei, em comunicado.

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A companhia disse que desenvolveu uma nova arquitetura, chamada "LogicFolding", que reorganiza os circuitos internos dos chips para encurtar o trajeto percorrido pelos sinais elétricos. Segundo a Huawei, isso pode elevar a velocidade de processamento, melhorar a eficiência energética e permitir o aumento da quantidade de transistores em um mesmo chip.

Os processadores Kirin, previstos para o segundo semestre de 2026, serão os primeiros da empresa a usar a nova tecnologia. A Huawei afirmou ainda que, até 2031, seus chips mais avançados poderão alcançar um nível de densidade comparável ao de tecnologias de fabricação de 1,4 nanômetro - patamar associado aos semicondutores mais sofisticados do mercado.

O anúncio ocorre em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a tecnologias avançadas de semicondutores desde 2022, o que levou empresas chinesas a buscar alternativas para continuar elevando o desempenho de seus chips.