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IA ameaça mudar as "regras do jogo" das armas biológicas

Chefe de inteligência britânica alerta para perigos

Diretor-geral do MI5, Ken McCallum, faz um discurso na Thames House, sede do Serviço de Segurança do Reino Unido, em Londres
Diretor-geral do MI5, Ken McCallum, faz um discurso na Thames House, sede do Serviço de Segurança do Reino Unido, em Londres Foto : JONATHAN BRADY / POOL / AFP

A ameaça da IA pode mudar "as regras do jogo" no campo das armas biológicas, advertiu nesta terça-feira (13) o chefe do serviço de inteligência britânico, o MI5.

"Em poucas palavras, a história da humanidade nunca nos deu a experiência de enfrentar um ator mais inteligente do que nós. Capaz de pensar melhor do que nós. Isso é realmente algo inédito", afirmou Ken McCallum, ao apresentar o relatório anual sobre os desafios de segurança no Reino Unido.

Segundo McCallum, o MI5 já detectou suspeitos que utilizam a inteligência artificial para aprimorar suas atividades de reconhecimento e seus métodos de ataque, como drones pilotados por IA. A inteligência artificial tem "o potencial de mudar as regras do jogo no que diz respeito às armas biológicas existentes ou até novas", insistiu, anunciando a criação de um novo centro de avaliação dessas ameaças.

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Ameaças globais e guerra híbrida

McCallum revelou que o Reino Unido atualmente destina mais recursos ao combate a ameaças provenientes de países estrangeiros do que durante a Guerra Fria. "A Rússia continua sendo o agressor número um", alertou. "O Exército e os serviços de inteligência russos multiplicam suas tentativas de guerra híbrida", acrescentou o chefe da inteligência britânica.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, avaliou que o incidente ocorrido no fim de setembro perto da base militar de Fairford, utilizada pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã, foi "quase com toda a certeza dirigido" pela Guarda Revolucionária. A República Islâmica nega.