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Lançamento do primeiro foguete comercial no Brasil é adiado

Expectativa é que o Hanbit-Nano seja lançado do Centro de Alcântara no dia 19 de dezembro, já que o fim da janela ocorre no dia 22

A Innospace informou a Força Aérea Brasileira e a Agência Espacial Brasileira que lançamento foi novamente adiado por questões técnicas e a expectativa é que nova tentativa ocorra dia 19
A Innospace informou a Força Aérea Brasileira e a Agência Espacial Brasileira que lançamento foi novamente adiado por questões técnicas e a expectativa é que nova tentativa ocorra dia 19 Foto : Innospace / Reprodução Facebook / CP

A empresa sul-coreana Innospace comunicou à Força Aérea Brasileira (FAB) e à Agência Espacial Brasileira (AEB) que, por questões técnicas, não realizará nesta quarta-feira, às 15h45min, a primeira tentativa de lançamento do foguete Hanbit-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

De acordo com a empresa, uma nova tentativa está prevista para o dia 19 de dezembro, às 15h34min (horário de Brasília), respeitando a janela de lançamento atualmente programada, que se estende até o dia 22 de dezembro.

A Força Aérea Brasileira ressalta que mantém suas infraestruturas, sistemas e equipes técnicas plenamente operacionais, garantindo todo o suporte necessário para a realização do lançamento, em coordenação com os demais órgãos envolvidos.

O voo do Hanbit-Nano será o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional. “Será um voo inaugural a partir do Brasil, simbolizando a entrada do país no mercado global de lançamentos espaciais”, destacou o diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Coronel Aviador Clóvis Martins de Souza.

A missão, denominada Operação Spaceward, conta com cerca de 400 profissionais, entre brasileiros – militares e civis – e sul-coreanos. De acordo com a FAB, a ação significa um avanço inédito e estratégico para Programa Espacial Brasileiro.

“É um marco que demonstra nossa maturidade técnica e insere o Brasil no mercado global de lançamentos comerciais. Alcântara se firma como um polo estratégico espacial, atraindo investimentos, empresas e inovação. É um passo significativo para o futuro do Brasil no espaço”, disse o chefe da Divisão de Operações do CLA, Major Engenheiro Robson Coelho de Oliveira.

O veículo espacial – que tem 21,8 metros de comprimento, 1,4 metros de diâmetro, e 20 toneladas – levará satélites para a órbita baixa da Terra (LEO), a uma altitude de aproximadamente 300 km e inclinação de 40 graus.

Um total de oito cargas úteis estão dentro da coifa na parte superior do veículo de lançamento: cinco pequenos satélites para colocação em órbita e três dispositivos experimentais. A propulsão do equipamento é híbrida, com combustível sólido e líquido.

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