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Legisladores franceses recomendam proibição das redes sociais para menores de 15 anos

Recomendações foram elaboradas após meses de depoimentos e análises sobre o algoritmo do TikTok

Relatório da comissão parlamentar de inquérito fracesa sobre os efeitos psicológicos da popular plataforma de vídeos curtos TikTok
Relatório da comissão parlamentar de inquérito fracesa sobre os efeitos psicológicos da popular plataforma de vídeos curtos TikTok Foto : Bertrand Guay / AFP

Uma Comissão Parlamentar francesa propôs, nesta quinta-feira (11), a proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos. Além disso, o relatório da comissão sugere um "toque de recolher digital" para adolescentes entre 15 e 18 anos, que ficariam sem acesso às plataformas das 22h às 8h. As recomendações foram elaboradas após meses de depoimentos e análises sobre o algoritmo do TikTok, um aplicativo popular entre os jovens.

O relatório surge em um momento em que outros países, como a Austrália, também buscam legislar sobre o acesso de menores às redes sociais. O presidente da comissão, Arthur Delaporte, declarou que também apresentou uma denúncia ao Ministério Público contra o TikTok por "colocar em risco a vida" de seus usuários.

Acusação de "colocar em risco a vida" e medidas insuficientes

A comissão parlamentar, criada em março, foi motivada por uma ação judicial de sete famílias em 2024, que acusaram a plataforma de expor seus filhos a conteúdos que incitavam o suicídio. O TikTok, de propriedade da empresa chinesa ByteDance, insiste que a segurança dos jovens é sua "prioridade máxima".

No entanto, para Delaporte, o TikTok "colocou deliberadamente em risco a saúde e a vida de seus usuários", pois "não há dúvida de que a plataforma sabe que seu algoritmo é problemático". A comissão considera que as medidas de moderação da plataforma, mesmo as aprimoradas por Inteligência Artificial, são insuficientes e "muito fáceis de contornar". O relatório recomenda que a proibição para menores de 15 anos pode ser estendida até os 18 se as plataformas não respeitarem a legislação europeia nos próximos três anos.

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