A Meta anunciou ações judiciais contra várias pessoas e empresas que usam as imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas, informou o grupo de tecnologia americano em um comunicado. Os deepfakes, imagens hiper-realistas falsas geralmente criadas com inteligência artificial, são usados nas redes sociais para desinformar, aplicar golpes ou criar imagens sexualizadas de pessoas.
A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou ações contra quatro anunciantes "que se fizeram passar por celebridades e marcas muito conhecidas para enganar e fraudar as pessoas", explica o comunicado.
Ações judiciais no Brasil
No Brasil, a companhia processou "uma operação de estelionato que utilizou deepfakes de um médico de grande prestígio para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória". Além disso, "vendeu cursos em que ensinava as mesmas táticas", segundo a Meta.
O portal UOL denunciou em 2025 a prática e mostrou o acusado prometia a seus alunos ganhos de 1.000 reais por dia. O médico Drauzio Varella é uma das figuras públicas que foram alvo de falsificação por Brites e afirmou que as ações judiciais da Meta são insuficientes.
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"Uma gota d"água em um oceano de estelionato contra a saúde pública", declarou o médico ao jornal O Globo. "São sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas", acrescentou.
A empresa americana também processou outras práticas semelhantes no Brasil.
Processos na Ásia
Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, uma empresa que se passava por celebridades para convencer pessoas a aderirem aos "chamados grupos de investimento". A companhia vietnamita Lý Van Lâm também foi alvo de uma ação da Meta por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp.