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Meta lança Muse Code para programação, compete com OpenAI

Empresa expande atuação no lucrativo mercado de IA generativa, focando em ferramentas para codificação assistida com preços competitivos

Segundo a Meta, o software é capaz de planejar a execução de um projeto em tarefas, escrever programas e verificar os resultados.
Segundo a Meta, o software é capaz de planejar a execução de um projeto em tarefas, escrever programas e verificar os resultados. Foto : SEBASTIEN BOZON / AFP

A Meta lançou na quarta-feira (5) o Muse Code, uma inteligência artificial capaz de escrever código de software de forma autônoma, marcando a entrada da empresa no segmento mais lucrativo do competitivo mercado de IA generativa.

A programação assistida por IA tornou-se a principal fonte de receitas do setor, superando os chatbots como ChatGPT e Gemini.

Segundo a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, o software é capaz de planejar a execução de um projeto, dividi-lo em tarefas, escrever programas e verificar os resultados.

Também pode delegar tarefas a outros "subagentes", afirmou o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em sua rede social Threads.

Pioneirismo e concorrência no mercado de ia

A Microsoft foi pioneira nesse segmento com o GitHub Copilot, antes da chegada dos chamados "agentes", sistemas capazes de executar simultaneamente diversas tarefas complexas. Entre eles estão o Claude Code, da Anthropic, o Codex, da OpenAI, e o Cursor, cuja aquisição pela SpaceX, de Elon Musk, está perto de ser concluída.

O Muse Code, atualmente em versão beta, é cobrado por uso, e não por assinatura, com preços inferiores aos dos concorrentes, como parte de uma estratégia deliberada para ganhar espaço no mercado.

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A gigante das redes sociais, cujas receitas dependem quase integralmente da publicidade, busca assim monetizar diretamente seus modelos de IA, sob pressão de investidores preocupados com a dimensão de seus gastos.

Em meados de 2025, Zuckerberg desembolsou mais de US$ 14 bilhões para adquirir uma participação de 49% na Scale AI. Ele nomeou o então diretor-executivo da empresa, Alexandr Wang, para comandar o Meta Superintelligence Labs, onde também recrutou executivos de destaque da OpenAI, Anthropic e Google.

Um incidente de segurança envolvendo uma versão anterior do modelo da Meta, o Muse Spark 1.1, foi revelado na quarta-feira pelo site especializado em tecnologia The Information.Durante um teste de cibersegurança efetuado por uma empresa especializada, a Irregular, o Muse Spark obteve acesso aos sistemas de uma empresa que não teve o nome revelado.

O incidente, sobre o qual não se conhece a data, foi provocado por "um erro na configuração" da Irregular, disse um porta-voz da Meta à AFP. Ele também prometeu a eventual publicação de um relatório detalhado da investigação. Dois incidentes semelhantes ocorreram nas últimas semanas durante testes parecidos na OpenAI e na Anthropic, cujos modelos se aproveitaram de ambientes mal isolados para acessar, sem autorização, sistemas reais. bl/lb/jm/ic/fp