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Microsoft investe US$ 2,5 bilhões em unidade comandada por brasileiro para acelerar adoção de IA

Com 30 anos no setor, Rodrigo Kede Lima será o presidente da Microsoft Frontier Company

Gigante do software busca recuperar terreno no setor de inteligência artificial
Gigante do software busca recuperar terreno no setor de inteligência artificial Foto : Martin Bureau / AFP / CP Memória

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (2) uma iniciativa para potencializar a adoção de inteligência artificial por seus clientes. A companhia afirma que a medida busca acelerar a implementação de soluções de IA voltadas para resultados concretos nos negócios.

A empresa criou uma nova unidade operacional, a Microsoft Frontier Company, na qual pretende investir US$ 2,5 bilhões e alocar 6 mil especialistas em indústria e engenharia. Esses profissionais trabalharão diretamente com os clientes para cocriar, inovar em conjunto, implementar e aprimorar continuamente sistemas de inteligência artificial em escala, com base em resultados de negócios mensuráveis, informou a companhia em comunicado.

A Microsoft também anunciou que o brasileiro Rodrigo Kede Lima será o presidente da Microsoft Frontier Company. "Rodrigo traz 30 anos de experiência no setor e, nos últimos seis anos na Microsoft, liderou transformações em escala empresarial como líder de vendas nas Américas e na Ásia", informou a empresa.

Segundo a companhia, os primeiros resultados da iniciativa já demonstram impacto significativo. "Nossos engenheiros e especialistas do setor trabalharam com a Bolsa de Valores de Londres (LSEG - London Stock Exchange Group) para incorporar IA ao LSEG Workspace, ajudando profissionais de finanças a fazer perguntas complexas e obter respostas rápidas em conteúdos financeiros estruturados e não estruturados", afirmou a Microsoft.

Apesar da intenção de aprofundar a relação com seus clientes, a empresa ressaltou que sua abordagem seguirá um princípio considerado inegociável. Segundo a Microsoft, os dados, a propriedade intelectual e a vantagem competitiva dos clientes não serão utilizados para treinar modelos de inteligência artificial de forma que os diferenciais competitivos de cada organização se tornem uma commodity.