O bilionário Elon Musk já é o novo dono do Twitter e sua primeira medida foi demitir quatro de seus principais executivos, incluindo o CEO, Parag Agrawal, segundo informou a imprensa americana nesta quinta-feira. Os jornais “The New York Times” e “The Washington Post” e a emissora “CNN” citaram fontes anônimas próximas à negociação.
Os outros três executivos demitidos são o chefe financeiro do Twitter, Ned Segal; a responsável jurídica e de políticas, Vijaya Gadde, e o principal advogado da empresa, Sean Edgett. Segundo a imprensa americana, pelo menos um dos executivos demitidos foi escoltado por membros da segurança até o lado de fora da sede do Twitter em São Francisco, na Califórnia.
Algumas horas antes, Musk havia confirmado que iria concretizar a compra da rede social e disse que estava fazendo isso "pelo futuro da civilização", quando faltavam pouco mais de 24 horas para que expirasse o prazo que uma juíza havia lhe dado para abrir um processo caso a compra não fosse formalizada.
O dono da Tesla e da SpaceX emitiu uma mensagem por meio da própria rede social destinada aos "anunciantes" do Twitter na qual tentou explicar os motivos que o levaram a comprar a rede social. "É importante para o futuro da civilização ter uma praça digital comum onde um amplo espectro de crenças possa ser debatido de forma saudável", escreveu.
Dear Twitter Advertisers pic.twitter.com/GMwHmInPAS
— Elon Musk (@elonmusk) October 27, 2022
Além disso, anunciou que a publicidade terá um lugar relevante na rede social a partir de agora. Musk reconheceu em sua mensagem que as redes sociais correm o risco de aumentar a polarização da opinião pública entre a extrema-direita e a extrema-esquerda, algo em que a mídia tradicional também caiu, e que quer contribuir para superar esse risco "para ajudar a humanidade", e "não para ganhar dinheiro”.
Musk tentou reverter unilateralmente o negócio no começo de julho, acusando a empresa de ter mentido para ele, mas o conselho de administração da rede social levou o assunto aos tribunais, até que sinais de que a operação estava finalmente em curso se multiplicaram ao longo da semana.
O magnata opinou que, de acordo com sua visão, o Twitter “não pode se tornar um inferno gratuito para todos, onde qualquer coisa pode ser dita sem consequências”, mas deve “respeitar as leis”. Sobre a publicidade no Twitter, afirmou que os anúncios, “se forem bem compreendidos, podem entreter, agradar e informar” o usuário, explicando-lhe, por exemplo, que há um novo tratamento médico. "Fundamentalmente, o Twitter espera se tornar a plataforma de publicidade mais respeitada do mundo que fortalecerá suas marcas e expandirá sua empresa. Construamos juntos algo extraordinário", concluiu. Após a compra, "a cultura da empresa poderia mudar profunda e rapidamente", indicou Adam Badawi, professor de direito da Universidade de Berkeley.