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Novo relatório do PL da IA mantém risco de isolamento e atraso tecnológico, avalia CNI

Votação de projeto deve ocorrer hoje em comissão temporária

Projeto sobre IA pode atrasar Brasil tecnologicamente, aponta CNI
Projeto sobre IA pode atrasar Brasil tecnologicamente, aponta CNI Foto : Marcos Santos / USP Imagens / CP

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a nova versão do relatório do projeto de lei que regulamenta a inteligência artificial no Brasil mantém a mesma estrutura do antigo parecer do relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), e "coloca o País sob o risco de sofrer um isolamento e atraso tecnológico".

A CNI classificou o modelo de regulamentação proposto pelo projeto como o que possui a "maior amplitude e rigor no mundo". No comunicado divulgado antes da votação, marcada para esta terça-feira, 9, a CNI afirma que lideranças industriais do País "alertam que o PL excede no escopo ao regular a IA em si, fazendo a lei incidir desde a concepção e o desenvolvimento dos sistemas, em vez de dar relevância ao uso e às aplicações por grau de risco, como fazem os outros países".

"A regulação prevista ignora os diferentes usos e riscos e impõe pesado aparato regulatório não só nas aplicações da IA, mas na pesquisa e no desenvolvimento da tecnologia. Corremos o risco de afugentar novos investimentos, prejudicar os projetos de IA do setor produtivo que nem sequer utilizam dados pessoais e levar o País a perder competitividade e a oportunidade de se inserir como importante player nas cadeias globais", afirmou o diretor de Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes.

O projeto cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), órgão que seria responsável por fiscalizar o cumprimento da lei de regulamentação da IA. O SIA seria subordinado à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

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Ainda segundo o parecer de Eduardo Gomes, ficaria proibido no Brasil o desenvolvimento, a implementação e o uso de sistemas de IA com "risco excessivo". O objetivo é evitar o uso de ferramentas de inteligência artificial que possam ser usadas para exploração sexual infantil ou para outros usos maliciosos. O relator estabeleceu que empresas desenvolvedoras de sistemas de IA tenham de fazer avaliações preliminares antes de lançarem seus modelos no mercado brasileiro se os sistemas forem considerados de alto risco.

A proposta também abarca a questão de obras com direitos autorais usadas pelas ferramentas de IA. Artistas, por exemplo, poderão proibir o uso de suas obras por esses sistemas. A votação do parecer de Eduardo Gomes na comissão temporária do Senado que analisa esse projeto está marcada para esta terça.