A OpenAI iniciou, nesta segunda-feira (9), uma fase de testes para integrar anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos. A medida foca em usuários adultos das versões Free e Go (assinatura básica), marcando uma mudança estratégica para gerar novas receitas em uma indústria de custos operacionais altíssimos.
Segundo a empresa, a publicidade não influenciará o conteúdo das respostas geradas pela inteligência artificial, servindo exclusivamente para financiar a infraestrutura e os investimentos necessários para a evolução do modelo.
Modelo híbrido e limite de mensagens
Os usuários que optarem por não visualizar os anúncios poderão desativá-los nas configurações, mas enfrentarão restrições severas: suas interações serão limitadas a um número reduzido de mensagens gratuitas diárias.
Com essa iniciativa, a OpenAI alinha seu modelo de negócios ao de gigantes como Google e Meta, cujos serviços gratuitos são sustentados pela publicidade, buscando equilibrar os gastos colossais com potência computacional que consomem seus recursos rapidamente.
- OpenAI exibirá anúncios no ChatGPT nos EUA nas próximas semanas
- Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA recebe prêmio de US$ 2 milhões da Medalha de Honra IEEE
Embate com a concorrência
A decisão gerou atritos no setor, sendo ironizada pela Anthropic (criadora do Claude) em um comercial durante o Super Bowl. A propaganda sugeria que anúncios interromperiam a fluidez das conversas, crítica que o CEO da OpenAI, Sam Altman, classificou como "divertida, mas desonesta".
Apesar da pressão por rentabilidade, a avaliação da OpenAI em fundos privados já atinge os 500 bilhões de dólares, com projeções de que uma eventual abertura de capital (IPO) possa alcançar a marca de 1 trilhão de dólares.