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Por que o eclipse solar total não poderá ser visto de nenhuma parte do Brasil

Fenômeno celeste poderá se acompanhado de forma completa na Península Ibérica

Sol não será encoberto em território brasileiro
Sol não será encoberto em território brasileiro Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória

Milhões de pessoas terão a oportunidade de presenciar - e filmar ou fotografar - o eclipse solar total que deverá cruzar a Espanha na quarta-feira, 12. Partes da Groenlândia, do oeste da Islândia e uma região de Portugal também estarão na trajetória da sombra. A escuridão descerá sobre a Península Ibérica à medida que o Sol, a Lua e a Terra se alinharem perfeitamente no céu. O eclipse durará até dois minutos e 18 segundos. Outras partes da Europa verão um eclipse solar parcial, em que a Lua parecerá "dar uma mordida" no Sol, diminuindo ligeiramente seu brilho.

O eclipse solar total, no entanto, não poderá ser visto de nenhuma parte do Brasil, nem mesmo de forma parcial. A ausência do próximo eclipse solar nos céus brasileiros ocorre por motivos puramente geométricos. A sombra da Lua estará voltada para o Hemisfério Norte, cobrindo uma faixa que passa por regiões da Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal.

A astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, explica como a posição do observador define o que é visto no céu. "Eclipses solares ocorrem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre o planeta. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada de umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada. Se o observador está na estreita faixa da Terra atingida pela umbra, ele vai ver o eclipse total. Se está na área atingida pela penumbra, verá o eclipse como parcial." Desta vez, o território brasileiro não terá nenhuma parte dessa sombra sobre ele.

O Observatório Nacional, contudo, fará a retransmissão ao vivo por meio de seu canal no YouTube, a partir das 12h (horário de Brasília).