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Spotify adota medidas para aumentar transparência e reduzir abusos da IA

Plataforma sueca está incentivando artistas e editores a adotarem um novo padrão

Spotify não exige que o criador detalhe o uso da IA em novo padrão anunciado pela empresa
Spotify não exige que o criador detalhe o uso da IA em novo padrão anunciado pela empresa Foto : Christian Hartmann / AFP / CP

O Spotify apresentou nesta quinta-feira (25) medidas adicionais para aumentar a transparência e limitar o uso abusivo da Inteligência Artificial (IA) na produção musical. A plataforma sueca está incentivando artistas e editores a adotarem um novo padrão, desenvolvido pela organização profissional DDEX, que permite quantificar e detalhar o papel da IA em suas produções.

Desde o início do ano, o padrão DDEX permite incluir nos metadados de uma música se ela foi composta totalmente, parcialmente ou se não utilizou IA. Segundo Sam Duboff, responsável pelo marketing musical do Spotify, uma vez que esses metadados (informações adicionais além dos dados básicos) sejam integrados, a plataforma começará a mostrá-los no aplicativo. No entanto, a adesão ao sistema é voluntária, e o Spotify não exige que o criador detalhe o uso da IA.

Visão do Spotify: IA autêntica vs. conteúdo mal-intencionado

Charlie Hellman, executivo do Spotify, explicou que a discussão sobre IA não é mais binária. "Vemos que a IA é usada de várias maneiras diferentes, em todas as etapas do processo", disse. Hellman assegurou que o Spotify não pretende "punir os artistas que utilizam a IA de maneira autêntica e responsável". Mais de 15 gravadoras e distribuidoras já se comprometeram a seguir o padrão da DDEX, segundo Duboff.

Apesar da crescente popularidade do tema – como o caso do grupo The Velvet Sundown, gerado por IA, que superou três milhões de reproduções no Spotify —, Duboff minimiza o impacto geral: "Sua audiência é mínima. Realmente é uma pequena porcentagem de reproduções". Ele argumenta que, em geral, "quando a música não exige muito esforço para ser criada, tende a ser de baixa qualidade e não encontra público".

Atualização das normas e remoção de conteúdo

O foco principal do Spotify é combater "atores mal-intencionados" que utilizam a tecnologia para manipular algoritmos de busca e recomendação. A plataforma atualizou suas normas para deixar claro que "não é permitido o uso de IA não autorizada, (...) deepfakes ou outras réplicas ou imitações" sem consentimento. O conteúdo que violar essas regras será removido do Spotify. O Deezer é, até o momento, a única grande plataforma de áudio que já sinaliza sistematicamente os títulos gerados completamente por IA.

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