A União Europeia (UE) abriu, nesta quinta-feira (13), uma investigação formal contra o Google por suspeitas de que a gigante tecnológica americana esteja penalizando intencionalmente alguns veículos de comunicação em seus resultados de busca. A investigação reforça a determinação da UE em regular as grandes plataformas digitais, apesar das críticas e ameaças de retaliação do presidente dos EUA, Donald Trump.
Motivos da investigação
A Comissão Europeia afirmou ter encontrado indícios de que o Google "está degradando o conteúdo de sites de veículos de comunicação e outros editores" em seus resultados de pesquisa.
A responsável pela concorrência da UE, Teresa Ribera, destacou a preocupação de que as políticas do Google "não permitam que os editores de notícias recebam um tratamento justo, coerente e não discriminatório em seus resultados de busca".
A Comissão argumentou que essa política parece afetar diretamente "uma forma comum e legítima de os editores monetizarem seus sites e conteúdos", prejudicando o modelo de negócios dos veículos.
Esta investigação ocorre no marco da Lei de Mercados Digitais (DMA), que visa supervisionar grandes empresas de tecnologia e forçá-las a se abrirem à concorrência dentro dos 27 países do bloco.
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Reação da Google
O Google classificou a investigação como "equivocada" e "sem fundamento", e defendeu suas políticas como necessárias para proteger os usuários de spam e garantir a qualidade dos resultados de pesquisa.
A postura regulatória da UE é vista como um desafio direto aos gigantes tecnológicos americanos. Trump já havia criticado a multa europeia aplicada à Google de 2,95 bilhões de euros (cerca de R$ 17,9 bilhões), anunciada em setembro, e ameaçou diversas vezes aplicar tarifas retaliatórias contra a UE.