Nesta quarta-feira, 1º, a Nasa escreve um importante capítulo da exploração espacial. O lançamento da missão Artemis II ocorre mais de meio século após a última pegada humana no solo lunar. O foguete SLS (Space Launch System) será tripulado por quatro astronautas, que embarcarão em uma jornada épica de 10 dias, que servirá como o teste definitivo antes do retorno definitivo à superfície lunar.
A equipe é formada pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas Christina Koch e Jeremy Hansen e não apenas orbitará a Lua, mas testará os limites da tecnologia humana no espaço profundo.
O lançamento, do Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida, está previsto para as 22h24min locais desta quarta-feira (19h24 em Brasília).
Há quase 54 anos, a humanidade pisou a lua pela última vez. Foi em dezembro de 1972, durante a missão Apollo 17 da Nasa.
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O plano de voo: dia a dia rumo ao desconhecido
A missão foi desenhada para ser curta, porém intensiva, validando cada sistema de suporte à vida e manobra de navegação.
Dia 1: O rugido do SLS e a órbita terrestre
Após a decolagem do Centro Espacial Kennedy, a Orion entrará em uma órbita terrestre inicial. Cerca de 40 minutos depois, o estágio superior do foguete (ICPS) elevará a altitude. Nas primeiras 24 horas, a tripulação permanecerá em uma órbita elíptica alta para testar a manobrabilidade manual da nave, simulando aproximações antes de se despedir da Terra.
Dia 2: Injeção trans-lunar
Após confirmar que todos os sistemas de suporte à vida estão operando perfeitamente, a Orion acionará seus motores para a Injeção Trans-Lunar (TLI). É o momento do "adeus": a cápsula deixa a gravidade terrestre e inicia uma trajetória de quatro dias rumo ao satélite natural.
Dias 3 a 5: A travessia do vazio
Durante o trajeto, a rotina dos astronautas será focada em experimentos científicos e monitoramento de radiação. A comunicação com o controle em Houston terá um atraso perceptível à medida que a distância aumenta.
Dia 6: O lado oculto e o retorno livre
O ponto alto da missão ocorre no sexto dia. A Orion passará por trás da Lua, a cerca de 10.400 km de sua superfície. A gravidade lunar funcionará como um estilingue natural (uma trajetória de "retorno livre"). Durante o sobrevoo pelo lado oculto, a tripulação perderá contato por rádio com a Terra, experimentando o silêncio absoluto do cosmos antes de reaparecer no horizonte lunar.
Dias 7 a 9: A volta para casa
Com a velocidade aumentada pelo impulso lunar, a Orion inicia sua jornada de volta. Estes dias são cruciais para preparar a cápsula para a reentrada atmosférica. A tripulação realizará as últimas verificações de integridade do escudo térmico e dos paraquedas.
Dia 10: O mergulho de fogo
O encerramento é dramático. A Orion entrará na atmosfera terrestre a quase 40.000 km/h, enfrentando temperaturas de 2.760°C. O pouso (amerrissagem) está previsto para ocorrer no Oceano Pacífico, onde equipes de resgate da Marinha dos EUA estarão aguardando para resgatar os novos heróis do espaço.