Jornal com Tecnologia

Web3 é a tendência do mundo de games, apostam especialistas

Mesa da South Summit debateu investimentos no mercado de games e tendências para a área

A terceira fase da internet, conhecida como Web3, é a aposta de especialistas em games como a grande tendência transformadora da área. Mesmo apontado como o grande horizonte, a tecnologia ainda é um desafio no Brasil. O tema foi assunto do painel "The Gaming Universe in Brazil" dentro da programação da South Summit desta quarta-feira.

Fabiano Nagamatsu, diretor da Osten Moove, exaltou o potencial da tecnologia gerida por blockchain, mas lembrou que ela ainda é explorada de forma errada - como em casos de pirâmide. Além da Web3, o investidor também aposta no mobile. "Com a infraestrutura que temos no Brasil, não comporta pra gente democratizar a questão da realidade aumentada, realidade virtual e metaverso. Mas eu vejo que é uma grande tendência. Essas questões vão ir e voltar. As pessoas vão fazer modelo híbrido, de celular com realidade aumentada", apontou Nagamatsu.

Para Marco Maia, CEO da Osten Games, a Web3 veio para monetizar e centralizar as interações sociais de forma mais orgânica. "Ela vem para resolver o problema do metaverso, a integração entre vida física e vida virtual", disse. 

O celular foi lembrado como o grande democratizador no mundo dos games. "O Freefire trouxe uma galera que estava excluída do mundo dos jogos porque não tinha dinheiro pra comprar um console. Isso faz com que a história tradicional tenha que se readaptar para participar deste mundo", afirmou Rodrigo Selback, curador da Ubisoft. Ele lembrou que atualmente o mercado de games não é exclusivo aos programadores, como já ocorreu. "Começamos a ver que tem uma galera que trabalha com games e não são programadores. Tem um monte de oportunidades para o mercado no Brasil, que não só na programação."