O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que pelo menos 13 pessoas morreram nesta terça-feira (18) em um bombardeio israelense contra um campo de refugiados palestinos nos arredores da cidade de Sídon. O Exército israelense afirmou que atacou um campo de treinamento do Hamas, mas o movimento islamista palestino, que governa a Faixa de Gaza, rejeitou essas alegações.
O bombardeio atingiu "o campo de Ain al Helweh", nos arredores de Sídon, informou o ministério libanês, que relatou 13 mortos e acrescentou que "as ambulâncias continuam transportando feridos para os hospitais".
A agência nacional NNA apontou que um "drone israelense atacou um carro em um estacionamento" da mesquita Khalid bin al Walid. O bombardeio também atingiu a mesquita e um centro com o mesmo nome, acrescentou a NNA pouco depois.
O Hamas classificou o ataque israelense como "bárbaro" e disse que as acusações do Exército israelense, "segundo as quais o local atacado seria um "complexo de treinamento pertencente ao movimento", não passam de calúnias e mentiras".
- Câmara dos Representantes vota a favor de publicar arquivos de Epstein
- Cloudflare reporta instabilidade em rede global; falha afeta X, ChatGPT, AWS e BB
- Dólar tem leve queda apesar de aversão ao risco no exterior
O Hamas afirmou que o que o Exército israelense atacou foi "um campo esportivo aberto frequentado pelos jovens do campo (...) e que os atacados eram um grupo de jovens que se encontrava no campo no momento do ataque".
Israel continua bombardeando o Líbano apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024 para encerrar mais de um ano de hostilidades com o Hezbollah. O grupo é aliado do Hamas em Gaza e foi muito enfraquecido pelo confronto com Israel, que incluiu dois meses de guerra total.
O Exército israelense afirma que seus bombardeios no Líbano têm como alvo posições deste movimento xiita aliado do Irã, mas também atacou efetivos do Hamas.