O técnico Óscar Tabárez apostou em um meio-campo renovado para iniciar a partida com Nández, Vecino, Bentancur e Arrascaeta. A formação com esses mesmos jogadores até poderia com um losango no meio-campo, mas a Celeste jogou no 4-4-2 em linhas. E o espaço entre esses quatro meio-campistas e os atacantes Suárez e Cavani foi o grande problema da equipe.
Com o campo alongado, o Uruguai exagerou em bolas esticadas em busca de seus atacantes. O resultado disso foi que a Celeste terminou o primeiro tempo com apenas uma grande chance de gol, originada em um escanteio que a bola acabou sobrando para Suárez, que finalizou para fora.
No segundo tempo, Tabárez mexeu nos homens do lado do meio-campo. Nández e Arrascaeta deram lugares para Carlos Sánchez e Cebolla Rodríguez. O Uruguai jogou melhor, mas muito na base de imposição sobre um Egito, que cada vez recuava mais para garantir o empate.
Mesmo melhor, o Uruguai criou jogadas pelas iniciativas de seus atacantes, principalmente Cavani. O camisa 9 do PSG serviu duas vezes Suárez, que parou em defesas de El-Shenawy. Depois, Cavani tentou resolver em chutes de fora da área – um deles em uma falta que acertou a trave.
O Uruguai chegou ao gol apenas aos 44 do segundo tempo na bola parada com o zagueiro Giménez de cabeça. A vitória premiou a insistência uruguaia e dá tranquilidade para Óscar Tabárez tentar resolver os problemas de criação do time pensando em adversários mais fortes a partir das oitavas de final.
Esquemas inicias das equipes na partida:
Números do jogo:
Estatísticas de Egito 0 x 1 Uruguai pic.twitter.com/BhPr3axE6J
— Cristiano Munari (@crismunari) June 15, 2018