Mesmo com o recuo da Lagoa dos Patos durante a madrugada o clima é de apreensão em Arambaré. Segundo o prefeito Jardel Cardoso, mais de 1,4 mil pessoas tiveram que deixar suas casas por causa da cheia da Lagoa. “Um terço da população teve que sair de casa. Ela deu uma leve recuada durante a madrugada, ao menos o vento a segurou. Vamos aguardar para esta noite, para terça-feira, que a Defesa Civil fala em um repique”, relatou. Os desabrigados estão na sede do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
A base dos bombeiros, que fica na beira da praia precisou mudar de endereço no domingo, pois a água estava quase na cintura. O bairro mais afetado é o Caramuru, que está parcialmente alagado assim como o Cibislândia, que está 90% alagado e o distrito da Santa Rita, que está 50% embaixo de água. Conforme Cardoso neste domingo, a régua que mede a Lagoa dos Patos estava com mais de 3m em Arambaré. “Hoje (segunda-feira), nem olhei ainda”, afirma.
Os prejuízos do pequeno, médio e grande produtor rural, calculados pela Emater, Sindicato Rural de Camaquã e Arambaré a estimativa é de quase R$ 59 milhões. “Tem produtores que não conseguiram colher a soja, outros o arroz”, afirma. As perdas na cidade ainda não toram calculadas.