Furg e Prefeitura de Rio Grande criam guia de cuidados para o pós- enchente

Furg e Prefeitura de Rio Grande criam guia de cuidados para o pós- enchente

O material tem 150 páginas e traz informações sobre vários temas como, por exemplo o retorno seguro ao lar, programas sociais e saúde mental

Angélica Silveira

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Para prevenir a população dos riscos à saúde e garantir um retorno seguro ao lar, a Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), em parceria com a Secretaria da Saúde do Rio Grande, lançou nesta semana um guia básico com orientações para pessoas que tiveram contato com água das enchentes. Dividido em cinco volumes, o material traz informações sobre doenças ocasionadas pelas inundações e aquelas transmissíveis em lugares de grande aglomeração, como abrigos. Alerta, ainda, para a ocorrência de lesões, alergias, choque elétrico, acidentes com animais peçonhentos e outros problemas relacionados à higiene e condições alimentares precárias.

O retorno para as casas gera uma série de dúvidas e a equipe responsável pelo guia partiu em busca dos principais experts dentro da universidade, e também na rede municipal de saúde, nas temáticas pertinentes. O material é ofertado pela Prefeitura para a população.

Intitulado ‘Reconstrução’, o material é organizado em cerca de 150 páginas. O primeiro volume trata de aspectos relativos ao lar, com informações específicas que fornecem toda a instrumentalização em termos de um retorno seguro. Há abordagens específicas para a limpeza das áreas alagadas/áreas externas próximas, higienização, cuidados com fonte de água alternativa, atenção aos resíduos, limpeza de caixas d’água, reutilização de estofados e cuidados com a estrutura da casa.

O segundo material trabalha com as questões familiares e pessoais, com orientações de saúde e prevenção de doenças, contato com animais peçonhentos, todo o encaminhamento da rede de serviços do município e vacinação, entre outros temas. Os demais abordam cuidados com os pets, saúde mental e os devidos fluxos de atendimento, e o resgate dos programas sociais e dos direitos. Segundo o boletim da Prefeitura, 99 pessoas permanecem nos abrigos do município. No ápice da cheia o número passou de 750.


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