Hospital de Campanha da Marinha é inaugurado em Rio Grande

Hospital de Campanha da Marinha é inaugurado em Rio Grande

Unidade conta com 40 leitos e diversas especialidades

Angélica Silveira

O Comandante do 5º Distrito Naval disse que a Marinha seguirá auxiliando à população até que a situação das cheias volte à normalidade

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Foi inaugurado na manhã desta quinta-feira no Centro de Iniciação ao Esporte, no Parque Marinha em Rio Grande, um Hospital de Campanha. A estrutura, montada pela Marinha em barracas instaladas em um local fechado visa auxiliar o trabalho da assistência saúde em Rio Grande. Segundo a Secretária de Saúde do Município, Zelionara Branco, o hospital está aberto a qualquer pessoa que necessite de atendimento. “Eles tem estrutura e capacidade de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) como a do Cassino. É um incremento, pois tanto as UPAS como o Pronto Socorro da Santa Casa estão sobrecarregados”, relata.

O Hospital de Campanha tem 40 leitos e oferece os serviços de clínica médica, pediatria, ortopedia e cirurgia geral. Além disso a unidade proporciona apoio psicológico e de assistência social, toda a parte de enfermagem para atender a população local, o que atende às necessidade integradas da população afetada pelas cheias. São 48 profissionais entre médicos, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos que estão em Rio Grande vindo de outras regiões, a grande maioria do Rio de Janeiro, para o trabalho voluntário para prestar ajuda a população. O local funciona todos os dias das 8h às 17h.

Em seu discurso, o prefeito Fábio Branco agradeceu a contribuição da Marinha na pessoa do Comandante do 5º Distrito Naval, o vice-almirante Augusto José da Silva Fonseca Júnior. “O senhor tem feito uma grande diferença para nós. Não teve um momento em que o município precisasse que não colocou sua capacidade de gestão para nos auxiliar”, disse. O hospital tem capacidade de realizar cirurgias de pequena complexidade, o objetivo é desafogar as unidades de atendimento, principalmente os mais simples que não necessite de internação “Vamos poder direcionar as demandas do nosso dia a dia, ajudando nossas unidades, principalmente as UPAS e postos 24 horas para aqueles atendimentos menos complexos, que tenha uma resolutividade boa, pela qualidade, pela experiência do hospital de campanha, pois o paciente sai em condições de voltar para casa”, destacou Branco.

O prefeito diz que a cidade perdeu 400 leitos clínicos com as mudanças necessárias no Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr e na Santa Casa que ficam próximo a Lagoa dos Patos e foram atingidos por alagamentos. “Vamos aguardar na próxima semana para que se comece a pensar na reestruturação no serviço de saúde. A Secretaria Estadual de Saúde que orientou que tanto o HU como a Santa Casa fossem esvaziados. A esperança que consigamos ter os hospitais a pleno o mais rápido possível”, projeta.

O trabalho conjunto para minimizar os impactos do desastre no Rio Grande do Sul envolve uma grande sinergia entre as Forças Armadas, órgãos de segurança pública, agências e toda a sociedade no âmbito da Operação “Taquari 2”. As ações integradas têm possibilitado otimizar e ampliar os atendimentos à população gaúcha, garantindo cuidados continuados nesse momento de necessidade aguda.

Desde o dia 10 de maio, o hospital vem empreendendo ações de assistência à saúde, primeiramente em Guaíba, contribuindo para aliviar o fluxo nos hospitais da região. Nesse período, realizou cerca de 3 mil atendimentos. Além do hospital, a Marinha emprega equipes médicas no atendimento à população em abrigos e escolas em municípios do sul do estado; oferecendo serviços médicos e psicológicos a bordo do Navio-Aeródromo Multipropósito "Atlântico" e tem realizado o transporte em uma “Ambulancha” de pacientes que precisam de atendimento. “Continuamos em Rio Grande diariamente com nossas atividades de socorro ás vítimas, entrega de donativos em coordenação com a defesa civil e Prefeitura e seguimos atendendo as regiões mais isoladas como a ilha dos Marinheiros, por exemplo, toda a parte que está mais longe do Centro, empregando aeronaves, embarcações, militares e fazendo entregas necessárias. Seguiremos neste trabalho até que a situação volte a normalidade”, observa.

Toda a população que necessitar de atendimento, principalmente na fase da Operação Taquari II, que é a de reconstrução de combate às pandemias que vão surgir poderão ser atendidas no local. Júnior garante que o hospital ficará instalado o tempo necessário na cidade. "Iremos atender não só a paciente oriundos das UPAS da região, mas também qualquer pessoa que sinta a necessidade do atendimento pode comparecer a unidade", conclui.


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