Chuvas no RS

Ministro da Reconstrução do RS visita a região sul

Paulo Pimenta cumpriu agenda em Rio Grande e em Pelotas

A comitiva do Ministro Paulo Pimenta conheceu o trabalho realizado na Sala de Situação instalada no 9º Batalhão de Infantaria Motorizada
A comitiva do Ministro Paulo Pimenta conheceu o trabalho realizado na Sala de Situação instalada no 9º Batalhão de Infantaria Motorizada Foto : Rodrigo Chagas/Prefeitura de Pelotas/CP

O Ministro da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta esteve nesta sexta-feira acompanhando de perto os estragos das enchentes da região sul do Estado. Pela manhã, em Rio Grande, Pimenta esteve na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), onde conheceu um abrigo e as estruturas do trabalho realizado pela universidade em relação as cheias da Lagoa dos Patos. Ele fez um sobrevoo de helicóptero sobre a região

A tarde ele esteve junto com uma comitiva, onde estava o presidente da Conab, Edgar Pretto e secretário nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff na sala de situação instalada pela Prefeitura de Pelotas no quartel do 9º Batalhão de Infantaria Motorizada (9º BPM). No local, Pimenta participou de uma reunião onde ouviu explicações de como está sendo realizado o trabalho desde o início da crise hídrica e falou sobre os programas do governo federal para enfrentar a crise.

Na sequência, o ministro e a comitiva participaram de uma reunião com prefeitos da região na Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). Na oportunidade ele ouviu as demandas dos Prefeitos, por meio da chefe do Executivo de Pelotas, que também é a atual presidente da entidade, Paula Mascarenhas. "Estamos passando um momento muito difícil e muito preocupados com o que os municípios vão sofrer pela perda de arrecadação de ICMS, devido à queda na economia do Rio Grande do Sul", observou. Ela enfatizou a preocupação com a queda das receitas para fechar as contas em um último ano de Governo. "Isto vai impactar no custeio da máquina pública. Pedimos a atenção do Governo Federal aos projetos cadastrados no PAC. Na agricultura a perda passa de R$ 1,8 bilhão, sem contar os prejuízos na infraestrutura", destaca. Ela encaminhou ao Ministro um documento referendado pela FARSUL sobre as perdas no agro. Pimenta falou sobre as ações do Governo Federal e disse ser necessário ir atrás de outros meios para suprir. "Há recursos da Defesa Civil liberados. São R$ 380 milhões para 440 planos de trabalho de reconstrução. Estamos buscando mecanismos para novas rendas para as cidades", garantiu.

Sobre os empregos, Pimenta explicou a oportunidade que as empresas terão de durante quatro meses colocar seus funcionários em qualificação e ele ser remunerado com o valor de um seguro desemprego. "Isto pode ser usado tanto por empresas em calamidade que pararam suas atividades por conta da calamidade como por aquelas que tiveram a saúde financeira do seu negócio abalado. Na próxima semana vamos aprofundar a questão do Estado e ter uma solução para este problema", completa.

Pescadores

A grande maioria das colônias de pescadores da região sofreram com as enchentes. O Ministro destacou que recebeu demandas de pescadores de diversas cidades da região. Ele explicou que todos os trabalhadores que se enquadram na faixa um e dois do Programa Minha Casa Minha Vida (que tem salário de até R$ 4,4 mil receberão um imóvel do Governo Federal. "Em cada cidade será feito de forma diferente, por compra assistida. Bloqueamos todos os imóveis que iam a leilão na Caixa Federal. Vamos fazer um chamamento público para quem quiser vender imóvel, para que ele possa ser adquirido e com certeza os pescadores serão beneficiados e receberão imóvel em local seguro para que a situação não se repita", garantiu.

Pimenta elogiou o trabalho feito na sala de situação da Prefeitura de Pelotas. "É uma demonstração de capacidade técnica que a região seja referência de análise, estudo e projeto para apontar que precisa ser feito de investimentos para que esta situação não se repita", observa. Sobre o Auxílio Reconstrução, Pimenta disse que todas as pessoas que tiveram suas casas alagadas independente da renda, de estar ou não no CADúnico têm direito de receber o auxílio reconstrução de R$ 5,1 mil. "No primeiro momento estamos discutindo reconstrução, depois pensaremos no imóvel que as pessoas não saíram deles. Não avançamos nesta discussão, pois ainda há residências embaixo de água, mas certamente, em um determinado momento, um apoio para que as pessoas possam reformar suas casas será discutido", concluiu.