A prefeita de Pelotas Paula Mascarenhas e a presidente do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (SANEP) Claudelaine Rodrigues Coelho apresentaram na manhã desta quinta-feira um plano de prevenção de futuras cheias na praia do Laranjal. O bairro foi um dos mais afetados pela enchente do mês de maio, a maior da história do município.
O novo sistema de proteção de drenagem do Laranjal foi inscrito no ano passado no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC). Além de proteger contra a inundação, o objetivo do projeto é escoar a água da chuva. A iniciativa contempla a ampliação da casa de bombas e o aprofundamento da microdrenagem. “Como ele foi feito antes da enchente, sofreu uma complementação com a ampliação da cota do dique, a mudança do trajeto do canal da Rua Nova Prata, para colocar atrás das casas”, disse a presidente da autarquia.
Entre os itens da iniciativa está o aumento do dique e da vazão da casa de bombas, que antes era de dois metros cúbicos por segundo e pelo projeto passará para dez metros cúbicos. O canal na rua Espirito Santo também deverá ser aprofundado passando de dois para quatro metros. “A intenção de ampliar o dique já estava certo. Sobre a Lagoa dos Patos, as discussões tem que ser técnicas, mas a comunidade tem que entender”, pondera Paula.
A orla do Laranjal tem uma extensão de pouco mais de 3,2 metros. O projeto fala em um sistema de proteção de quatro metros. “Há alternativas para a colocação de barreiras fixas no canteiro central, no estilo do Muro da Mauá em Porto Alegre”, comparou a Prefeita. Sobre a possibilidade de barreiras móveis, que devem ser escolhidas em função de que há espaços do canteiro onde os veículos passam, existe o problema técnico de saber o momento de utilizá-las e também a manutenção periódica dos equipamentos, entre outros. “São estruturas que não comprometem o visual da praia. O material também é discutido”, destaca Claudelaine. Paula também lembrou que é necessário ter um lugar para a armazenar o equipamento no caso de ser móvel, além da manutenção. As barreiras são pensadas para ter quatro metros de altura. Hoje, a maior parte tem 2,2 m. “Começamos a estudar o que fazer. É uma discussão com técnicos. Fazendo um novo dique também resolvendo a questão da Nova Prata. Senão fizer nada, o Laranjal não será totalmente protegido de futuras enchentes”, opina.
A presidente do SANEP disse que para completar sistemas de drenagem, bacias de amortecimento devem ser instaladas em alguns pontos da praia, que ela apesar de já ter identificado disse que não ia divulgar. O projeto inscrito em 2023 tem o custo de R$ 16 milhões. Já a complementação tem um custo de R$ 10 milhões e a estimativa é que o sistema de proteção na orla da praia custe R$5 milhões.
O dique na área do Valverde deve ter uma área urbanizada com ciclovia e pista de caminhada. “A ideia é que nenhum local da praia seja atingido pelo alagamento do canal São Gonçalo. Todo o sistema está sendo trabalhado diante da nova realidade da questão do clima. As previsões de mais catastróficas era 3,3 m estão trabalhando com 4m”, garante.
Paula disse que até o início do verão pretende espalhar a areia concentrada em frente a Lagoa e já há o projeto pra reconstrução do Trapiche. “Temos orçamento para a recuperação em madeira. Gostaria de deixar a Prefeitura, em 1° de janeiro, com o trapiche que é o segundo local mais fotografado de Pelotas recuperado”, afirma. O orçamento para a recuperação do trapiche está em R$ 1,3 milhão. “São em torno de R$ 600mil, R$ 700 mil para a estrutura. Vamos ternar uma parceria com a iniciativa privada. Quero entregar em dezembro”, projeta.