Com centenas de casas alagadas pelas cheias principalmente da Lagoa dos Patos e do Canal São Gonçalo a Prefeitura de Pelotas apresentou nesta quarta-feira um plano de recuperação, que deverá ser implantado na cidade após passar pela aprovação dos vereadores. As medidas são voltas aquelas pessoas que foram atingidas pela enchente.
A apresentação foi realizada pela Prefeita Paula Mascarenhas. “Quero acreditar que estamos começando a caminhar para o encerramento desta crise climática. O nosso maior problema ocorreu na noite de segunda-feira. Um repique deveria ter ocorrido até às 20h de ontem (terça-feira), mas não se confirmou”, observou. Ela afirma que o plano, chamado de Força Pelotas, é uma resposta do poder público para isto. “Há cidades destroçadas, apesar de tudo este não é o caso de Pelotas, mas ela está muito afetada em todos os bairros de uma forma ou de outra”, disse. Ela admitiu que a situação financeira é difícil e que a Prefeitura se move em um cenário delicado, pois está no último ano de seu governo e tem a obrigação de ter equilíbrio.
O pacote do projeto deve ser encaminhado a Câmara de Vereadores em breve. O plano prevê isenções para imóveis atingidos de dois meses na conta de água, quatro meses para os que tem tarifa social, um mês para os abrigos organizados pelo poder público, dois meses de taxa de iluminação pública ( nas regiões que tiveram a luz cortada por segurança) e dois meses na taxa de recolhimento de lixo. Também está previsto prorrogação ou remissão para imóveis atingidos, de dois meses no ISS para microempresas, e dedução de dois meses no IPTU de 2025 para os imóveis atingidos. A Prefeitura deve prorrogar por 120 dias a validade de alvarás, dar isenção da taxa de alvará para novas empresas pelo mesmo período, suspender negativas, protesto e encaminhamentos de dívidas até o dia 31 de agosto, entre outras medidas.
A Prefeita também quer auxiliar os 850 pescadores que recebem seguro defeso na cidade. “Em uma parceria com a Câmara iremos buscar uma fonte de recursos para ajuda-los. Vai depender do que conseguirmos”, relata. Além de buscar financiamentos para obras públicas como o restauro do Theatro Sete de abril, por exemplo, Paula destaca que a projeção era que 100 mil pessoas pudessem ter sido atingidas pela enchente. “Foram em torno de mil, mas temos que melhorar”, admite. Ela deve pensar em como reestruturar os diques, reforçar casa de bombas, renovar pontes e recuperar vias. ‘Podia ser bem pior se o dique do Laranjal não existisse. Vamos incluir estar questões nos projetos. Já estamos trabalhando nisso”, garante.