Durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira na sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (AZONASUL) em Pelotas, representantes das 23 cidades da região apresentaram um balanço das perdas no setor primário causadas pelas chuvas intensas de maio e alagamentos. Foram totalizados R$ 1.85 bilhão.
“Ainda estamos revisando, pois a cada semana tem um dado diferente que pode aumentar este número, que está centrado no setor de produção de agropecuária. As estradas vicinais que são de responsabilidade das cidades não estão nesta conta”, relata o coordenador do conselho dos secretários municipais de agricultura da Azonasul e secretário da pasta de Rio Grande, Bercílio Silva. Ele acredita que a região ainda deverá conviver no mínimo uns 20 dias com os efeitos das cheias, para poder contabilizar os prejuízos nas estradas.
A principal perda foi registrada na soja que atrasou o plantio na região devido as chuvas de setembro e novembro no ano passado. Com isto também atrasou a colheita. “Não se está conseguindo colher com qualidade. Como na mesma lavoura, os produtores dão alimento ao gado há prejuízo significativo também nos gados de corte e de leite”, lamenta.
A reunião também contou com representantes da FETAG e da Farsul. “Eles devem fazer os encaminhamentos para encontrar um caminho importante para ajudar os produtores, de soja, arroz e hortifrutigranjeiros, que também tiveram prejuízos e orientar sobre como serão feitas as negociações de suas dívidas e da próxima safra”,relata.
Após o representante de cada um dos municípios falar de suas perdas, o assessor técnico da Secretaria Estadual de Agricultura, Antônio Carlos De Quadros Ferreira Neto participou de forma remota. “Estamos tentando buscar maneiras e formas de auxiliar a todos. Chamou a atenção as questões da soja, milho, pecuária de corte e leite, além das estradas vicinais. Estamos disponíveis e temos que ver de que forma prática a situação pode ser minimizada”, afirma.
O Coordenador Regional da Defesa Civil e tenente coronel, Márcio André Facchin, esteve presente no encontro. Ele disse que está com os pareceres da Emater e lembrou das regras para decretar calamidade pública e emergência. “Na região há quatro municípios em calamidade (Pelotas, Rio Grande, São Lourenço do Sul e São José do Norte). Temos que ter um olhar priorizado para aqueles que não tem o controle da Lagoa dos Patos. Todas são situações de emergência que o município não dá conta, mas há regras para calamidade pública”, ponderou.
A Presidente da Azonasul e prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas disse que confia na recuperação dos municípios com o apoio do Estado e da União. “Temos que pensar em um trabalho coletivo”, observou. O levantamento das perdas será repassado ao governador Eduardo Leite, que cumpre agenda em Pelotas.