Durante a cheia que atingiu Rio Grande durante praticamente todo o mês de maio, a Secretaria de Zeladoria auxiliou a Defesa Civil nos resgates. Passada a enchente, chegou a vez do setor voltar a recolher o lixo acumulado com as inundações da Lagoa dos Patos.
Segundo o Secretário da pasta, Vinícius Moraes, na última sexta-feira quando o nível da água começou a baixar estavam sendo usados 14 caminhões e quatro retroescavadeiras, mas nesta quinta-feira estes números mais que dobraram passando para 30 e 10 respectivamente. “Temos equipes em todos os bairros afetados pela enchente. (Santa Tereza, Mangueira, Lar Gaúcho, Navegantes, Dom Bosquinho, Salgado Filho, Centro, Cidade Nova (Portugal até a Lagoa), Vila Dias, Bairro Lagoa, Bosque, além da Barra)”, enumera.
Segundo ele o trabalho não tem dia para terminar. “Ainda há mais de 300 pessoas nos abrigos e como a água sobe e desce, ainda deve levar um tempo para cidade realmente voltar ao ritmo normal”, pondera. O lixo recolho vai para o mesmo local já licenciado pelo município. “Caso seja necessário temos outros lugares, temos dois ecopontos que não deixamos acumular resíduos. Se o transbordo ficar muito cheio, vamos colocar em outro local já licenciado”, observa.
Somente no mês de maio aumentou em 400 toneladas a média mensal de lixo recolhido. “Há muitos móveis e colchões. “O trabalho segue gradativo, até conseguirmos suprir toda a demanda. Acreditamos que até o início da próxima semana teremos um panorama mais definido da cidade em relação a lixo”, projeta.
A equipe também está realizando uma operação tapa-buraco para melhorar o acesso nas ruas afetadas pela enchente. “Muitas ruas do centro, por exemplo, ficaram danificadas, mas como ontem (terça-feira) choveu tivemos que parar o trabalho. Vamos esperar secar um pouco o solo para seguir com estas operações”, garante.