A água marrom faz uma poça que cobre o trecho entre a e avenida Mauá, no Centro de Porto Alegre. O entorno do local está seco e permite o fluxo de veículos, mas a via inundada permanece intransitável.
O cheiro podre do esgoto incomoda quem vai até o espaço. Resíduos se acumulam nos dois lados da calçada, sendo que parte flutua no liquido pútrido que toma conta do local.
Nesta sexta-feira, litros de água eram retirados do subsolo de um prédio através de uma mangueira. Apesar da luz ter retornado a imóveis no entorno, a área não tem energia elétrica nem água potável desde o início do mês.
Vitor Morales, 19 anos, é funcionário de um estacionamento no local. Munida de rodo, vassoura e luvas, ele tentava limpar a lama e retirar os entulhos que atrapalhavam o acesso da garagem.
"Nossa rua virou uma piscina de esgoto. A água não quer baixar e o lixo se acumula, isso sem falar do cheiro insuportável. O pior de tudo é que a inundação nos impede de voltar a trabalhar e até de retirar os carros que ficaram cobertos por lama”, disse o trabalhador.