A redução do nível do Guaíba, em Porto Alegre, é visível também na região da orla, nos bairros Centro Histórico e Praia de Belas, com o acúmulo de resíduos ainda frequente, com troncos de madeira e demais materiais trazidos pela vazão do curso d’água. Na orla 3, poças d’água estão presentes em diversas das quadras esportivas, restringindo a presença de frequentadores, até que haja uma queda mais significativa no nível. Assim, a Prefeitura relata que uma nova liberação dos locais de lazer deve demorar.
De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a régua do Cais Mauá, mantida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), atingiu a marca de 2,34 metros às 10h desta sexta, abaixo da cota de alerta, que é de 2,55 metros, redução média de 25 centímetros. O órgão afirma que a tendência, conforme o Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), é de que o nível continue em declínio nos próximos dias, desde que não ocorram novos volumes expressivos de precipitação nas bacias contribuintes.
Guaíba recua e quadras de areia do trecho 3 da Orla ficam danificadas pela água
Nos demais rios da região Metropolitana e Vales, os níveis também seguiam em declínio, com exceção do rio dos Sinos, em São Leopoldo, que seguia ainda acima da marca de inundação. Segundo o Departamento Municipal de Água e Esgotos, foi implementado na zona Sul da Capital um novo sistema de bombeamento móvel para drenar ruas alagadas no bairro Guarujá, sendo que, em duas horas de operação, a água acumulada nas vias foi removida, e com o tráfego de automóveis liberado na região.
Para isso, foram adquiridos, segundo o departamento, dois equipamentos com 115 cavalos de potência cada, capazes de bombear até 111 litros por segundo. A solução definitiva, indicou o Dmae, depende de um novo sistema de proteção contra cheias para os 50 quilômetros da orla do Guaíba ainda desprotegidos. O projeto está em desenvolvimento e deve ser entregue à Prefeitura em 2026.