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Água recua e dá lugar a obras de drenagem no bairro Caça e Pesca, em Gravataí

Localidade não regista pontos com inundação, mas avenida Beira-Rio tem trecho bloqueado devido a melhorias

Marcelo da Rocha caminha por trecho em obras no bairro Caça e Pesca
Marcelo da Rocha caminha por trecho em obras no bairro Caça e Pesca Foto : Marcel Horowitz

O nível da água apresentou redução nesta quarta-feira em Gravataí, na Região Metropolitana. As inundações que restam na cidade estão localizadas em áreas pontuais e não afetam a rotina dos moradores. O recuo permitiu que o início de obras de drenagem na cidade.

No bairro Caça e Pesca, o Rio Gravataí ainda registra elevação, mas deixou de inundar ruas. É possível ver o rastro de devastação que o extravasamento fez, como portões destruídos e o gradil entortado das casas. Além disso, há entulhos que a água arrastou espalhados por vias e calçadas.

Um trecho da avenida Beira-Rio, próximo da orla, está bloqueado para o fluxo de veículos. No local, são realizadas obras na tubulação para facilitar a drenagem da água.

Os trabalhos são coordenados pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e tem como foco a construção de valas de tubulação hidráulica. Essas estruturas são fundamentais para o bom funcionamento de sistemas de água e fluidos industriais.

As valas de infiltração também podem ser usadas para gerenciar águas pluviais, reduzindo o volume que chega aos sistemas de tratamento de esgoto. O objetivo é fornecer maior agilidade ao escoamento do Rio Gravataí e, ao mesmo tempo, preservar a rede.

Marcelo da Rocha tem 43 anos e é natural de Canoas, mas vive em Gravataí desde o ano passado, quando teve que se mudar após ter a casa em que morava, no bairro Rio Branco, submersa no dilúvio. Desde então, o homem vive em uma congregação cristã no bairro Caça e Pesca, onde vende doces caseiros de porta em porta. Ele ainda sofre com traumas da enchente de 2024.

“Nos últimos dias, o Rio Gravataí chegou atingiu a altura da porta do imóvel onde moro, mas a água não chegou a invadir seu interior. Coisas assim são traumáticas para quem, como eu, já passou por outras inundações. É um medo constante”, desabafou o trabalhador.