Apesar da diminuição da chuva, a precipitação dos últimos dias em afluentes do Guaíba pode atingir a cota de inundação na região das Ilhas e também no Extremo-Sul de Porto Alegre, alerta a Defesa Civil.
Na zona Sul, a água recua, mas ainda apresenta pontos parciais de alagamento.
Na rua Dorival Castilhos Machado, bairro Aberta dos Morros, ainda há pontos que a água ocupa quase toda a rua, mas com cenário diferente dos últimos dias. Moradores da rua contam que no domingo, segunda e terça-feira, a altura da água já chegava na cintura.
Algumas pessoas sairam de suas casas e transitavam na via com bote.
"Trouxeram muitas pessoas lá do fundo", diz a moradora Fernanda Fagundes, de 46 anos, apontando para os fundos da rua. "Ficamos uns quatro dias sem sair de casa. Só saímos hoje, que a água começou a baixar", completa.
Fernanda se sente apreensiva com as previsões de que a água volte a subir. "A chuva não para tão cedo, e assim como agora está baixo, em dois toques já fica alto de novo", diz.
"Eu não saía de casa, ficamos ilhados. Hoje é o primeiro dia que estou saindo", diz o funcionário público Alexandre Amaral, também morador da rua. A água chegou a entrar no pátio da sua casa. "Fazia correnteza", detalha. Ele também sente apreensão com a persistência da chuva e com a chegada do vento Sul.
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No bairro Ipanema, é perceptível o alto nível e a agitação do Guaíba. Porém, a água ainda não invadiu as ruas por conta do muro de contenção ao longo da orla, que funciona como quebra-ondas. O muro, que tem dois quilômetros de extensão, visa dar resistência para a área contra inundações. Os bairros Guarujá e Ponta Grossa também não registram mais pontos de alagamentos.
Mesmo com a redução das chuvas, segundo a MetSul Meteorologia, a virada do vento para o quadrante Sul tem efeito de represamento para o Guaíba, e a previsão é desse vento retornar após a chuva cair na segunda-feira, sustentando o nível alto do corpo hídrico quando receber toda a água que está para chegar.