O segundo e último dia do Fórum Social Mundial em Porto Alegre é marcado por painéis nesta terça-feira. No Auditório Clara Scoti, na sede do Centro de Assessoria Multiprofissional (Camp), no Centro Histórico, foi realizada a mesa híbrida Democracia Participativa e Defesa de Direitos, com a participação de representantes de movimentos sociais e ambientais.
A mediação foi da coordenadora do Camp, Daniela Tolfo. De acordo com ela, esta discussão em um contexto atual de tensões à democracia é fundamental. “O fórum se insere em uma defesa intransigente dos processos democráticos de participação social e ampliação dos direitos humanos”, afirmou ela.
De acordo com Daniela, os diversos encontros realizados pelo movimento agregam pessoas com interesses em comum de fortalecimento democrático e ampliação da economia popular solidária, vista como uma alternativa viável de geração de renda. “Isto tem tudo a ver com a redução de desigualdades. Estamos com uma mesa chamada de convergência, na qual discutimos diretrizes para a continuidade desta defesa da democracia”, prosseguiu.
Fórum Social Mundial debate hoje, em seu último dia, a democracia participativa e a defesa de direitos no Auditório Clara Scott
O Fórum Social Mundial contou também, em seu primeiro dia, na segunda-feira, com uma aula pública na Praça da Matriz. Daniela também afirmou que a questão da crise climática, a partir das enchentes de maio de 2024, é algo visto com sentimento de urgência para com a sociedade, diante das comunidades prejudicadas pela tragédia.
“Podermos atender estas pessoas afetadas, através de políticas sociais, é uma das coisas que também colocamos na pauta. O Fórum é mais um espaço de debates e reflexão de tudo o que está sendo feito e quais as linhas de atuação das organizações e movimentos que estão na base. Mas ele tem esta potencialidade de reunir também a diversidade, o que é bastante positivo”.