Foi lançada neste domingo a 246ª edição da Feira do Peixe de Porto Alegre, com uma grande festa na sede da Colônia de Pescadores Z-5, nas ilhas da Capital. O evento, com a tradicional tainha na taquara no almoço, contou com a presença de autoridades e moradores locais. A feira, uma das mais tradicionais do calendário da cidade, projeta neste ano igualar ou superar as 535 toneladas do pescado comercializadas em 2025.
Ela ocorre em três locais: no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico, entre os dias 30 de março e 3 de abril; além das ilhas e bairros Restinga e Belém Novo, entre os dias 1º e 3. No Centro Histórico, o funcionamento será das 8h às 22h entre segunda e quarta-feira, quinta das 8h à meia-noite, e na Sexta-Feira da Paixão, das 8h às 13h. Nas ilhas e Restinga, quarta e quinta o funcionamento é entre às 8h e às 19h, e na sexta, das 8h às 13h.
“Sempre fazemos questão de reafirmar que a Feira do Peixe se confunde com a própria história da cidade. É um evento econômico que, além da sustentabilidade econômica das famílias dos pescadores, também é um evento cultural. Aproveitamos também para usar como um link para as pessoas consumirem mais peixes durante o ano, ter uma alimentação mais saudável”, disse o secretário de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (SMGOV), Cássio Trogildo. Conforme ele, a Prefeitura investiu R$ 600 mil no evento. No ano passado, 700 mil pessoas passaram somente pela edição do Centro Histórico.
Lançamento da 246ª Feira do Peixe de Porto Alegre na Colônia de Pescadores Z-5, na Ilha da Pintada
“Certamente teremos boas vendas, ainda mais depois de um ano ainda difícil, em que somente parte dos pescadores recebeu efetivamente o seguro-defeso”, acrescentou o presidente da Z-5, Gilmar da Silva Coelho. De acordo com ele, neste ano, houve um aumento do número de bancas dos associados da Z-5 no evento. “Há muitas pessoas que vêm buscar nossos produtos em pescadores específicos, então já ficou uma tradição mesmo”, salientou Coelho.
O gari Marcos Remi Azevedo, morador da Ilha da Pintada, era um dos que estavam participando da preparação do assado da tradicional tainha, durante o evento de lançamento. “As enchentes nos prejudicaram bastante, houve alguns pescadores que precisaram vender as coisas, inclusive. Porém a situação está gradualmente melhorando, voltando para a normalidade”, disse Azevedo.