Cidades

42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo tem inscrições abertas a partir de 1º de outubro

Organização vai premiar reportagens em dez categorias relacionadas a temas humanitários

O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke e secretário do MJDH, Afonso Licks, em visita ao Correio do Povo para divulgação do 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo
O presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke e secretário do MJDH, Afonso Licks, em visita ao Correio do Povo para divulgação do 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo Foto : Mauro Schaefer

Promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), o 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo abrirá inscrições para a edição de 2025 a partir do dia 1º de outubro.

Os profissionais da área poderão inscrever fotos ou matérias em diferentes formatos, classificados em dez categorias diferentes, que tenham relação com a temática humanitária. Serão aceitos trabalhos de jornalistas de todos os Estados do Brasil e até de fora do Brasil.

As informações sobre a premiação serão divulgadas pelo site www.direitoshumanosbr.org.br e pelas redes sociais do MJDH.

Já tradicional dentre as premiações voltadas ao jornalismo, a honraria foi criada pelo grupo de integrantes do MJDH. Em visita ao Correio do Povo para a divulgação do 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, e o secretário do MJDH, Afonso Licks, relembraram a reputação do prêmio.

“Os jornalistas brasileiros consideram o Prêmio de Direitos Humanos como o nosso Oscar, pela qualidade da premiação, pela seriedade, tem vezes que que não se dá prêmio para ninguém, se não tem trabalho bom naquela categoria. Nós não vamos dá prêmio por dar. Há uma qualificação muito grande, há sempre um acompanhamento das mídias também, porque os regulamentos eram de um jeito, agora aparece aí podcast, outros formatos, o prêmio está sempre em evolução”, ressaltou o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke.

“O passado que não passa”

Nessa 42ª edição, o prêmio traz o mote “O passado que não passa”, em alusão aos crimes relacionados à ditadura militar brasileira.

“O tema veio do autor Heidegger, que dizia que quando uma coisa do passado está te incomodando é porque ela está aqui no presente. A cada ano escolhemos um mote, sempre bastante significativo e que tenha a ver com o contexto do que o prêmio está promovendo. Esse ano é ‘O passado que não passa’, porque o Brasil não enfrentou o passado recente (da Ditadura Militar). É o único país da região em que ninguém foi punido pelos crimes que cometeu. Na Argentina nós temos 1.425 punidos. O general Videla morreu na prisão. No Uruguai nós temos 30. No Chile também. No Brasil, ninguém.De vez em quando, nós somos assombrados por este passado. 8 de janeiro de 2023, não? Neste ano estamos, no supremo, julgando esse episódio. É o primeiro enfrentamento, junto vai a questão de 1964”, contextualizou Jair Krischke.

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