Cidades

876 mil pessoas moravam em áreas de 300 municípios gaúchos atingidos pela enchente, diz IBGE

Dados foram divulgados pelo Singed Lab do órgão, apresentado nesta sexta-feira

Canoas, na região metropolitana, liderou o número absoluto de pessoas afetadas, com mais de 160 mil
Canoas, na região metropolitana, liderou o número absoluto de pessoas afetadas, com mais de 160 mil Foto : Fabiano do Amaral

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, nesta sexta-feira, uma nova área no Singed Lab, laboratório de inovação do órgão, voltada a informações sobre as enchentes no Rio Grande do Sul, a exemplo da população e áreas municipais afetadas, bem como domicílios e outros empreendimentos danificados pela tormenta de maio. A apresentação virtual, seguida de coletiva de imprensa, teve a participação do presidente do IBGE, Márcio Pochmann, e demais diretores do instituto.

Os dados disponíveis ao público, inclusive com mapas e coordenadas geográficas, foram compilados a partir de estudos de diversas fontes, como observações do Censo 2022, além de outros órgãos governamentais, Exército, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e mostram que, por exemplo, 876.564 pessoas em 300 municípios gaúchos foram afetados diretamente pela cheia, com a liderança absoluta de Canoas, na região metropolitana, com 160.677 atingidos, seguido por Porto Alegre, com 152.258. Considerando a população gaúcha de 10.882.965 no último Censo, 8,05% da população estadual morava nestes locais afetados.

Em percentual, a liderança é de Eldorado do Sul, com 81,2% de sua população afetada, seguido por Muçum, no Vale do Taquari, com 74,5%. Na Capital, 11,4% da população foi afetada, percentual similar ao de Alvorada, por exemplo, com 11,3%. Porto Alegre lidera em domicílios particulares em áreas afetadas, com 85.123, seguido de Canoas, com 69.196. Muçum tem a liderança no percentual de domicílios particulares em áreas afetadas, com 72,7% atingidas; após, aparece Eldorado do Sul, com 71,4%.

Pochmann ressaltou o trabalho do IBGE em auxiliar as prefeituras e demais entes governamentais, iniciativa privada e universidades, bem como a própria população, nas tomadas de decisão após as enchentes. “Para além do que estamos fazendo, com base no orçamento de que dispomos, este esforço só foi permitido pela qualidade e competência dos nossos técnicos. Reafirmamos nosso compromisso de retratar a realidade e disponibilizar as informações para que possamos transformar a realidade, especialmente dos gaúchos submetidos a esta tragédia climática”, afirmou ele.

Alguns dos principais dados divulgados

População absoluta atingida pelas enchentes

  1. Canoas – 160.677
  2. Porto Alegre – 152.258
  3. São Leopoldo – 93.729
  4. Rio Grande – 43.800
  5. Pelotas – 43.750

Percentual da população atingida pelas enchentes

  1. Eldorado do Sul – 81,2%
  2. Muçum – 74,5%
  3. Estrela – 54,9%
  4. Roca Sales – 53,3%
  5. Igrejinha – 50,8%

Domicílios particulares em áreas afetadas

  1. Porto Alegre – 85.123
  2. Canoas – 69.196
  3. São Leopoldo – 42.891
  4. Rio Grande – 22.738
  5. Pelotas – 22.341

Percentual de domicílios particulares em áreas afetadas

  1. Muçum – 72,7%
  2. Eldorado do Sul – 71,4%
  3. Estrela – 55,7%
  4. Cruzeiro do Sul – 54,3%
  5. Roca Sales – 53,1%