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Ações urbanísticas para construção de habitações populares são discutidas em audiência pública na Câmara de Porto Alegre

Projeto foi apresentado pela Prefeitura, que apresentou os problemas causados pelas enchentes em Porto Alegre e a necessidade de construção de moradias

Uma audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre promoveu, nesta quinta-feira, um projeto de lei complementar da Prefeitura que pretende ser mais uma política de enfrentamento à crise causada pelas enchentes que atingiram a cidaade. O projeto discutido na audiência trata sobre as ações de cunho urbanístico, que visam fomentar de forma extraordinária e temporária a produção de Habitações de Interesse Social (HIS) e da recomposição urbanística dos bairros afetados.

De acordo com o texto, consideram-se HIS aquelas assim definidas no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA), aquelas que integrem programas habitacionais executados pelo Departamento Municipal de Habitação (DEMHAB) e aquelas que compõem empreendimentos vinculados ao Programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, em todas as suas faixas.

Em sua manifestação, o secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), Germano Bremm, contextualizou a tragédia e lembrou que mais de 30% da cidade foi afetada. “Houve um impacto muito significativo especialmente naquelas habitações mais vulneráveis, de interesse social, por isso uma demanda muito grande, maior do que 20 mil unidades habitacionais, é uma consequência dessa tragédia”, disse.

Bremm disse, ainda, que o município está se esforçando produzir essa habitação, juntamente ao governo federal, a todos que perderam totalmente ou parcialmente sua moradia. Por isso, a proposta de uma política de incentivo do próprio município para cumprir essa função de construção de moradias populares.

Após abertura para o público, o arquiteto Luís Gomes pontuou a importância de flexibilizar o licenciamento de construções em Porto Alegre, especialmente de HIS. “Era muito caro para o empreendedor tirar do empreendimento, de um condomínio, de um loteamento, com a verba que tem no Programa Minha Casa Minha Vida; tirar 18% pra fazer a doação das mais variadas maneiras, que a Prefeitura já vinha flexibilizando. Podia pagar em dinheiro, podia pagar em obras; até mesmo já se aplicava a troca por demandas habitacionais”, afirmou. Em sua visão, as medidas tomadas pela Prefeitura para facilitar a construção de HIS “são muito significativas” e devem seguir no sentido de “desburocratizar os processos de licenciamento”.

O presidente da Câmara, vereador Mauro Pinheiro, encerrou a audiência e garantiu que o legislativo dará celeridade na tramitação do projeto na Casa. “Sou favorável ao projeto, tendo em vista o momento que a gente passa. Precisamos ter a oportunidade de fazer moradias para essas pessoas que estão desabrigadas. Espero que os meus pares tenham a mesma sensibilidade”, finalizou.