O prefeito de São Sebastião do Caí, Júlio Campani, disse estar desolado após mais uma enchente devastadora atingir o município, a pior da história, com o rio Caí alcançando, até a metade da manhã, a marca de 16m67cm, superando os 16m de novembro de 2023. De acordo com ele, 80% da cidade está embaixo d’água. No ano passado, São Sebastião do Caí, cujo aniversário de 149 anos é justamente nesta triste quarta-feira, passou por oito enchentes em cinco meses. “Está de agora a pior tragédia da nossa história”, relatou ele.
Campani comentou que mais de 300 pessoas estão desabrigadas, porém estão sendo encaminhadas aos ginásios das comunidades Católica e Luterana, ambos no bairro Conceição, e no Parque Municipal. Ele afirmou que “vai perdendo as forças diante de tantas tragédias”. “Graças a Deus, não tivemos perdas de vidas humanas”, acrescentou o prefeito, que esteve na sede do Corpo de Bombeiros Voluntários, no bairro Vila Rica, em mais de uma oportunidade neste feriado.
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A nova enchente no município ocorre após a rápida subida dos rios Caí e Cadeia nesta manhã, que também causam bloqueios na ERS 122, na altura do câmpus local da Universidade de Caxias do Sul (UCS). “Por enquanto, não temos nem como prever os prejuízos econômicos, que são imensuráveis. É um cenário de caos. Nos ocorre neste momento um misto de angústia e solidariedade. Mas a força da nossa gente é muito grande, e vamos em frente para reerguer nossa comunidade”, encerrou ele.