Crianças do Quilombo do Areal, em Porto Alegre, participaram na tarde de quinta-feira de uma atividade educativa voltada à conscientização sobre o cuidado com animais domésticos. A ação ocorreu na Associação Comunitária e Cultural Quilombo do Areal, no bairro Menino Deus, e integrou uma série de oficinas com foco em respeito e responsabilidade com os pets.
A iniciativa foi organizada por um grupo de voluntários e incluiu conversa com uma veterinária e oficina de desenhos, entre outras atividades. A proposta é orientar desde cedo sobre alimentação adequada, passeios, vacinação e acompanhamento veterinário, além de estimular que as crianças saibam como agir diante de situações de maus-tratos.
Segundo a organizadora Karen Horn, o objetivo é formar uma nova geração mais consciente. “A ideia é começar a conscientizar as crianças desde pequenas, para evitar qualquer tipo de crueldade, mesmo aquelas que às vezes acontecem como brincadeira. Aqui a gente fala sobre alimentar, passear, manter vacina em dia e levar ao veterinário”, explicou.
A atividade foi inspirada pelo caso do cão Orelha, que ganhou grande repercussão nas redes sociais neste início de ano. A partir disso, o grupo decidiu antecipar o projeto e torná-lo contínuo. “A gente aproveitou o momento para lançar a oficina e a proposta é que isso seja permanente, levando para escolas e comunidades. Queremos disseminar a informação, especialmente onde esse conteúdo básico muitas vezes não chega”, acrescentou Karen.
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Durante a programação, a veterinária Micheli Santos conversou com as crianças sobre cuidados essenciais e apresentou materiais usados na rotina clínica. “Eu trouxe curiosidades, equipamentos utilizados para atender os pets, e falei sobre água, comida, vacinas, castração e os cuidados básicos. Eles são curiosos e bem receptivos. É importante começar desde cedo, porque os animais sentem dor, frio, fome e sede, como a gente”, afirmou.
Além da conscientização, o trabalho também busca orientar as crianças a denunciarem situações de violência. “Não é só não fazer, é aprender a chamar um adulto responsável quando ver algo errado”, destacou Karen.
Presidente da associação comunitária, Alexandre Ribeiro ressaltou a importância de abordar o tema ainda na infância. “Os animais merecem respeito como qualquer ser humano. Com a violência que ainda existe, é fundamental que as crianças entendam isso desde pequenas. Todas que participam são moradoras daqui da comunidade”, completou.