Agências da Empresa Brasileira de Correios, na avenida Siqueira Campos, no centro de Porto Alegre não estão atendendo. As unidades foram atingidas pelas enchente de maio e ainda passam por processo de recuperação.
Os clientes da região podem acessar os serviços nas agências da Galeria Chaves e do Shopping Rua da Praia. Além da agência próxima à Santa Casa e em frente à Praça Daltro Filho.
De acordo com a empresa, as entregas de encomendas e correspondências seguem ocorrendo na região central, sendo realizadas por outras unidades de distribuição.
Moradores que aguardam o recebimento de objetos postais devem consultar o status do objeto no sistema de rastreamento, disponível no site ou no aplicativo dos Correios. Situações pontuais podem ser tratadas diretamente pelos canais oficiais de relacionamento dos Correios, pelo telefone 0800-725-7282 ou pelo site www.correios.com.br.
A greve dos Correios no Rio Grande do Sul durou 18 dias, sendo finalizada no dia 20 de agosto. De acordo com o secretario geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (SINTECT/RS) Alexandre dos Santos Nunes a categoria gaúcha decidiu por encerrar a greve, mas rejeita a proposta que teve o aceite de mais de dois terços dos sindicatos filiados.
“A categoria também deliberou por rejeitar a proposta da empresa, que, entre outros pontos, não avança na questão do plano de saúde e mantém o reajuste da data-base que é em agosto, somente para janeiro, causando ainda mais achatamento no salário dos trabalhadores”.
A proposta da empresa contempla aumento linear de R$ 260,00 para empregadas e empregados com remuneração até R$ 6.326,03 a partir de janeiro de 2025 e garante reajuste de 4,11% para quem tem remuneração maior – mais de 100% da inflação (INPC) de agosto de 2023 a julho de 2024. A proposta apresenta, ainda, reajuste nos benefícios; vale extra de R$ 2.500,00; gratificação de férias 70%; concessão de até 2 dias de licença para mulheres com sintomas graves associados ao fluxo menstrual; entre outras cláusulas sociais relacionadas às mulheres.
Outro ponto de discussão, que ainda está indefinido, é sobre a primeira parcela do “Vale Peru”. Há duas decisões em vigor, o que, de acordo com Nunes, dificulta uma união da categoria. No Rio Grande do Sul, a primeira parcela do “Vale Peru”, de R$ 1.000, será paga em dezembro deste ano e a segunda em janeiro de 2025. Em outros estados, como o Rio de Janeiro, a categoria vai receber a primeira parcela do “Vale Peru”, na folha de setembro. O saldo, de R$ 1,500 em janeiro de 2025.
Sobre o desconto da coparticipação do Plano de Saúde, uma das principais solicitações, será formado um grupo de trabalho para estudo e proposição de alteração, pelo prazo de 60 dias. Também ficou acertado o pagamento integral dos dias de paralisação, sem descontos, mediante compensação, até que o serviço acumulado seja normalizado.