Com previsão de anfiteatro, esplanada, marina pública e heliponto, a prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta sexta-feira o projeto escolhido para a construção do novo centro de eventos. A nova estrutura será erguida no trecho 2 da Orla do Guaíba pela Cheetah Consultoria, no local onde está o Anfiteatro Pôr do Sol. Além da capacidade prevista de 10 mil lugares no centro de eventos e outros 2 mil para o anfiteatro, a esplanada poderá abrigar outros 30 mil usuários. O projeto será realizado por meio de Parceria Público-Privada e deverá contar com investimentos de R$ 400 milhões.
O prefeito Sebastião Melo explica que o custo da obra vai ser dividido entre o poder público (governos federal, estadual, e município) e iniciativa privada. “Serão R$ 200 milhões do poder público e R$ 200 milhões privados”, afirmou o prefeito. Conforme o projeto, o terreno de 134 mil metros quadrados situado entre a Rótula das Cuias e o Arroio Dilúvio será concedido por 35 anos à iniciativa privada. Entre os itens considerados obrigatórios estão a construção de anfiteatro, centro de eventos, marina pública, reserva natural para cágados, farol mirante, caminhos e ciclovias, decks e passarelas, parque infantil, cachorródromo, estacionamento e rede hoteleira.
A secretária municipal de Parcerias, Ana Pellini, afirma que a prefeitura levou em consideração a área central e com fácil acesso por diferentes modais na região, além da paisagem única e poucas áreas residenciais no entorno. “A marina favorece muito a chegada, é um atrativo a mais. Podemos fazer eventos náuticos, que é uma grande necessidade. Tem poucos centros de eventos que se prestam a eventos náuticos, que cada vez mais são requeridos. Teríamos essa condição de juntar evento náutico, esportivo e de tecnologia, dando flexibilidade e atratividade”, destaca.
Ana reforça que a prefeitura ouviu todos segmentos e acolheu as sugestões do mercado para elaboração do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Segundo ela, dois projetos foram encaminhados e analisados pela prefeitura. Entre março e abril deste ano, a SP Parcerias, especializada no tema, prestou consultoria para avaliar as modelagens econômica, jurídica e ambiental dos dois projetos recebidos. Pesou na escolha da empresa o fato de o projeto contemplar, conceitualmente, os setores, fluxos, usos, acessos, eixos de circulação e arquitetura das edificações, valorizando o pedestre e o os usuários. “Permite grande permeabilidade visual, valorizando o espaço aberto e o parque público”, acrescenta.
O projeto também prevê a inclusão de outros empreendimentos adicionais, que poderão ser viabilizados pela iniciativa privada, como museu aquário, hotel flutuante, instituição de ensino superior e shopping ao ar livre.
Próximos passos
Após a prefeitura escolher o projeto, em julho ocorre a abertura da consulta e audiência pública. Em seguida, em setembro, a documentação serão enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). A publicação da licitação deve ocorrer apenas em 2024, quando também está prevista a assinatura do contrato e o início da execução das obras, que devem durar quatro anos. Após apresentar o projeto ao governador Eduardo Leite, Melo ressalta que Leite reafirmou o desejo de o Estado “participar de uma obra icônica”. E acrescenta que a escolha pelo projeto da Cheetah Consultoria se deu pelo conceito de sustentabilidade.