O Hospital Mãe de Deus foi uma das unidades de saúde mais impactadas pela enchente que atingiu Porto Alegre no mês de maio. Os danos na estrutura elétrica levaram à desocupação, fechamento e a transferência de 278 pacientes para a outras unidades de saúde da Capital.
O setor mais afetado do hospital foi o subsolo e o prejuízo foi apurado em torno de R$ 150 milhões – capital de giro e infraestrutura.
Passados cinco meses da enchente, somente o Centro Obstétrico ainda não teve as atividades retomadas, mas existe uma expectativa de reabertura para o primeiro semestre de 2025. Os outros serviços do Mãe de Deus foram sendo restabelecidos de forma gradual, a partir de junho. A retomada das atividades contou a doação de gerador de energia elétrica feita pelo Hospital Nipo-Brasileiro (HNipo), de São Paulo.
Importante braço da saúde privada na Capital e no Estado, o Mãe de Deus realizava uma média de 45 mil atendimentos por mês até abril deste ano. Também é uma importante fonte de recursos para a manutenção de serviços prestados ao SUS em outras instituições por meio de sua mantenedora, a Associação Educadora São Carlos (AESC).
Entre estas, o Hospital Santa Ana e quatro Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD), em Porto Alegre, e o Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, bem como o Centro de Atendimento ao Migrante, em Caxias do Sul, na área de responsabilidade social.