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Após calor recorde, chuva volta ao RS neste sábado e traz riscos para alagamentos

Porto Alegre registrou 32,4ºC nesta sexta-feira, 12,1ºC acima da média máxima histórica para o mês na Capital

Chuva do fim de semana não deve causar transbordamento do Guaíba, em Porto Alegre
Chuva do fim de semana não deve causar transbordamento do Guaíba, em Porto Alegre Foto : Camila Cunha

O prolongado veranico tem nesta sexta-feira, 14, o seu último dia com calor intenso e atípico para junho, com 32,4ºC na estação do Instituto Nacional de Meteorologia em Porto Alegre, no Jardim Botânico. A marca ficou 12,1ºC acima da média máxima histórica de junho na Capital e é recorde de máxima para junho desde o começo das medições em 1910, superando os 31,6ºC de 8 de junho de 2006.

O tempo muda nesta sexta-feira no Rio Grande do Sul com frente fria que trazia temporais na Argentina e Uruguai com granizo. A frente traz de volta a chuva e que seguirá no Estado por vários dias.

A chuva deste fim de semana não vai repetir o desastre do final de abril e no começo de maio, alerta a MetSul. Os volumes sábado e domingo, embora altos, não serão suficientes para repetir o começo de maio.

Chuva pode provocar alagamentos e transbordamentos menores

A chuva será volumosa em parte do Rio Grande do Sul e, mesmo sob condições normais, seria capaz de causar problemas, como alagamentos e transbordamento de cursos menores, como arroios.

Neste sábado, 15, o sol aparece com nuvens com começo de dia abafado, mas chove desde cedo no Sul e até o fim do dia em várias regiões, com baixos volumes no geral. No domingo, a chuva é ampla e será forte em vários pontos do Centro para o Norte gaúcho com registros de 50 mm a 100 mm e isoladamente superiores.

Semana que vem reserva mais água com os maiores volumes na Metade Norte, sobretudo no Noroeste. Entre sábado e o meio da semana pode chover mais de 100 mm em muitos pontos do Estado, mas com marcas acima de 200 mm em alguns locais da Metade Norte e até de 250 mm ou 300 mm no Noroeste.

Rios como Jacuí, Taquari e Uruguai, dentre outros, subirão, mas sem atingir as cotas de maio. O Rio Uruguai no Noroeste será a exceção, já que os volumes na região serão mais altos desta vez.