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Após enchente destruir Vila Dique, moradores improvisam tenda e dormem em automóveis

Moradores estão alojados em espaço na avenida Severo Dullius

Moradores da Vila Dique improvisaram tenda após enchente
Moradores da Vila Dique improvisaram tenda após enchente Foto : Ricardo Giusti

Famílias buscam o que a água não levou em meio a destroços na Vila Dique, zona Norte de Porto Alegre. A localidade foi devastada pela enchente e obrigou moradores a saírem de casa. Parte deles está alojada há quase 30 dias em uma tenda instalada na Avenida Severo Dullius, sem previsão de volta para casa.

Colchões, bancos e um fogão foram improvisados no local, que chegou a servir de casa para 15 pessoas. O grupo, composto somente por homens, se reveza no espaço, sendo que parte deles dorme em veículos estacionados no entorno.

A esposa e o filho pequeno do sucateiro Adriano Fischer, de 43 anos, estão abrigados no Complexo Cultural do Porto Seco. Ele decidiu permanecer próximo da Vila Dique, onde dorme no interior de uma van e observa o que sobrou da residência.

“Se eu fosse com minha família para o abrigo, o pouco que restou da nossa casa seria furtado. Permaneço em condições precárias e sem ter nenhuma perspectiva”, lamentou.

O sucateiro tem a companhia de do primo, Paulo Fischer, que é motorista de uma transportadora e dorme na caçamba do caminhão de serviço. Ele guarda a memória vivida de quando a água invadiu a Vila Dique.

“A única ajuda que recebemos foi a dos voluntários. Eles vieram ao nosso resgate em embarcações. Não fosse isso, estaríamos mortos. Graças a Deus fomos salvos, mas a correnteza levou tudo o que tínhamos”, relembrou o homem.