Após um impasse com os voluntários na tarde desta segunda-feira, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) garantiu a manutenção do centro de coleta de doações no estacionamento do Sindicato, localizado na rua Coronel Corte Real, 975, em Porto Alegre. O local permanecerá com seu trabalho das 10h até 18h e não mais 24h como anteriormente.
Conforme o presidente do Simers, Marcos Rosinki, um contato da prefeitura da Capital, no último domingo, solicitou que o Simers retomasse a gestão dos voluntários no local, o que vinha sendo feito pelo executivo municipal até o começo da tarde desta segunda-feira. "Recebi essa ligação do coordenador de logística de doações que agradeceu e disse que a partir das 12h eles retirariam o pessoal da Prefeitura para um lugar melhor, fechado e maior onde eram mais necessários", afirmou.
A decisão provocou recusa dos voluntários em sair e iniciou o impasse na sede do Simers. "A prefeitura ficou com apenas uma pessoa responsável e essa pessoa acabou dando as diretrizes, indo embora e nós assumimos a coordenação (...) não é da prefeitura que é voluntário, todos somos voluntários", defendeu a coordenadora dos voluntários, Diennes Pedroso, ao citar as razões para não deixar o local.
Diennes confirmou que a gestão do Sindicato passou para a prefeitura o processo de coleta no começo, e, no domingo, eles foram comunicados que o espaço não seria mais preciso. “Depois que a prefeitura tirou a representante deles daqui, eles nos passaram que o espaço não seria mais cedido e nós tentamos conversar”, acrescentou.
A orientação da recuperação vinda da prefeitura, de acordo com Rosinki, motivou o Simers a retomar o controle de quem são as pessoas que estão fazendo voluntariado, o que provocou a confusão. "Nós não sabemos quem são esses voluntários, são da Prefeitura. Quando nos vimos no meio do problema, a coordenadora (Diennes) chamou a polícia e se negou a sair e passou a dizer que aqui não teria mais doação. Vamos continuar, mas com nossos voluntários. Queremos trabalhar com quem sabemos quem é. Temos nossa credibilidade", acrescentou.