Cidades

Após impasse com voluntários, Simers garante manutenção de centro de coleta de doações

Estacionamento do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul funciona como ponto de coleta de donativos em Porto Alegre

Após impasse com voluntários, Simers garante manutenção de centro de coleta de doações
Após impasse com voluntários, Simers garante manutenção de centro de coleta de doações Foto : Fabiano do Amaral

Após um impasse com os voluntários na tarde desta segunda-feira, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) garantiu a manutenção do centro de coleta de doações no estacionamento do Sindicato, localizado na rua Coronel Corte Real, 975, em Porto Alegre. O local permanecerá com seu trabalho das 10h até 18h e não mais 24h como anteriormente.

Conforme o presidente do Simers, Marcos Rosinki, um contato da prefeitura da Capital, no último domingo, solicitou que o Simers retomasse a gestão dos voluntários no local, o que vinha sendo feito pelo executivo municipal até o começo da tarde desta segunda-feira. "Recebi essa ligação do coordenador de logística de doações que agradeceu e disse que a partir das 12h eles retirariam o pessoal da Prefeitura para um lugar melhor, fechado e maior onde eram mais necessários", afirmou.

A decisão provocou recusa dos voluntários em sair e iniciou o impasse na sede do Simers. "A prefeitura ficou com apenas uma pessoa responsável e essa pessoa acabou dando as diretrizes, indo embora e nós assumimos a coordenação (...) não é da prefeitura que é voluntário, todos somos voluntários", defendeu a coordenadora dos voluntários, Diennes Pedroso, ao citar as razões para não deixar o local.

Diennes confirmou que a gestão do Sindicato passou para a prefeitura o processo de coleta no começo, e, no domingo, eles foram comunicados que o espaço não seria mais preciso. “Depois que a prefeitura tirou a representante deles daqui, eles nos passaram que o espaço não seria mais cedido e nós tentamos conversar”, acrescentou.

A orientação da recuperação vinda da prefeitura, de acordo com Rosinki, motivou o Simers a retomar o controle de quem são as pessoas que estão fazendo voluntariado, o que provocou a confusão. "Nós não sabemos quem são esses voluntários, são da Prefeitura. Quando nos vimos no meio do problema, a coordenadora (Diennes) chamou a polícia e se negou a sair e passou a dizer que aqui não teria mais doação. Vamos continuar, mas com nossos voluntários. Queremos trabalhar com quem sabemos quem é. Temos nossa credibilidade", acrescentou.