Cidades

Apesar de melhorias na rede, alagamentos se repetem e preocupam empresários do 4º Distrito, em Porto Alegre

Região foi uma das mais atingidas por alagamentos no temporal do primeiro dia de 2025

Marcas da enchente e de alagamentos recorrentes seguem vivas no Quatro Distrito
Marcas da enchente e de alagamentos recorrentes seguem vivas no Quatro Distrito Foto : Camila Cunha

Desde a enchente histórica de maio, o relato de empresários do Quarto Distrito é de que a região tem passado por melhorias, como a limpeza com hidrojato de redes de esgoto, bocas de lobo, bueiros e maior cuidado no recolhimento do lixo. Entretanto, ainda assim, alguns pontos dos bairros que formam a tradicional região ficaram entre os mais atingidos pelo temporal do primeiro dia de 2025 em Porto Alegre.

De acordo com o presidente da Associação dos Empresários do Quarto Distrito, Arlei Romero, um processo de varredura tem sido realizado no bairro desde dezembro, em parceria com a Prefeitura. “É uma força-tarefa, um trabalho muito significativo, que eu não lembro de já ter sido realizado antes aqui na região. Mas, o que a gente verificou no último temporal é que isso não foi suficiente”, relatou o empresário.

Para ele, o principal motivo que resultou no alagamento do Quarto Distrito foi o não funcionamento de algumas casas de bombas por falta de luz. A situação foi confirmada pelo futuro diretor-geral do DMAE, Bruno Vanuzzi, que, no dia seguinte ao temporal, afirmou que pontou o não acionamento automático dos geradores refletiu em alagamentos em algumas regiões, fazendo com que os equipamentos tivessem de ser acionados manualmente. O Dmae informou que, a partir desta segunda-feira, serão instalados quadros que acionam o gerador automaticamente.

Romero citou ainda que, em um ponto do Quarto Distrito, no cruzamento das ruas Álvaro Chaves e Conselheiro Travassos, um bueiro extravasou. Ainda nesta segunda-feira, a tampa seguia deslocada. “Houve uma falha muito grande ao nosso entender. Só que a enchente ocorreu há oito meses e é inadmissível que esse equipamento (do acionamento automático dos geradores) não tenha sido instalado ainda. Toda vez que acontece um temporal, gera prejuízo para os empreendedores”, falou.

Ele reforça ainda que os empresários são testemunhas das melhorias que têm sido feitas, mas que o reflexo do não funcionamento das casas de bombas foi de que a água invadiu alguns estabelecimentos, como um salão de beleza localizado na esquina das ruas Presidente Roosevelt e França. O proprietário do Salão Glamour, Evaldo da Rocha Sparremberger, conta que parte dos móveis que havia acabado de adquirir foi atingido e que precisou reagendar atendimentos.

“Eu não estava aqui no dia do temporal, mas os vizinhos me mandavam vídeos avisando que ia entrar água. Quando cheguei no dia seguinte, tinha uma camada de barro no chão do salão. Não tinha como deixar entrar clientes. Colocamos todos os móveis novos para fora para secar. A gente está pedindo socorro. Ficamos em pânico por essa sensação de insegurança. Espero que esses problemas sejam resolvidos logo”, completou.