Cidades

Apesar de persistência de alagamento, alta do Guaíba favorece pesca amadora na Ilha da Pintada

Correnteza menor tem favorecido aparecimento de exemplares do pintado, por exemplo

Pesca amadora na ilhas de Porto Alegre em sido beneficiada com alta do Guaíba
Pesca amadora na ilhas de Porto Alegre em sido beneficiada com alta do Guaíba Foto : Alina Souza

Porto Alegre segue neste domingo, e até 18 horas desta segunda-feira, com alerta de risco alto de inundação nas regiões das ilhas, Sul e Extremo Sul. Mas, apesar redução lenta e gradual do nível do Guaíba, ainda há pontos de alagamento, especialmente no Arquipélago, com a avenida Nossa Senhora da Boa Viagem, na Ilha da Pintada, em parte submersa. De acordo com a MetSul Meteorologia, o nível do Guaíba na régua central do Cais Mauá marcava 2,34 metros às 11h45min, distante da cota de transbordamento em três metros.

O pico desta cheia foi registrado na sexta-feira, quando o nível do Guaíba chegou a superar a cota de alerta, de 2,50 metros, iniciando em seguida sua trajetória de recuo e baixado em grande parte do sábado. No final do mesmo dia, a chegada de um vento Sul, temido pelos pescadores devido à possibilidade de represar a água, mas sem forte intensidade, o nível que era de 2,39 metros voltou a subir. Os picos de vazão dos rios Taquari e Caí já alcançaram o Guaíba e isto explica a baixa.

Nos últimos dias, vento de quadrante Norte acelerou o escoamento das águas para a Lagoa dos Patos em grande parte do sábado, antes da chegada da mais recente frente fria. Com a cheia, há um efeito curioso, com a pesca amadora vivenciando bons dias. A correnteza, neste período, tem sido menos intensa, fazendo com que seja maior o aparecimento de peixes, a exemplo do pintado.

Na manhã deste domingo, o pescador profissional Edimar Ribeiro buscava apanhar alguns exemplares no trapiche junto à sede da Colônia de Pescadores Z-5, na Pintada. “Quanto mais alto aqui, acaba facilitando. Só não podemos pegar o bagre por força da lei, mas acabamos soltando depois”, comentou ele, que disse ter trabalhado na Defesa Civil enquanto voluntário, na época das enchentes de 2024.

Junto a ele, o aposentado Sérgio Renato Gomes dos Santos, morador de Alvorada, na Região Metropolitana, estava ao lado do neto, Rodrigo, 9 anos, que se empenhava na pesca de alguns pintados e lambaris. “É tudo para consumo próprio, isto aqui para mim é só diversão”, comentou Santos. Segundo os pescadores da área, na área do trapiche a profundidade média ainda era de cerca de quatro metros, e mais para o fundo do rio Jacuí, por volta de dez metros.

Veja Também