Vinte famílias reocuparam a área da Vila Voluntários, zona Norte de Porto Alegre, após a saída prévia delas para a finalização da nova ponte do Guaíba, informou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Parte desocupou novamente o local, porém houve casos extremos remanescentes que foram identificados e encaminhados à Advocacia-Geral da União (AGU).
A área extraída corresponde aos 16 lotes das comunidades Tio Zeca, Areia, Voluntários, Coobal e parte do Beco do X. A população retirada recebe o benefício do Estadia Ponte, criado especificamente para abranger pessoas removidas da área, por onde serão concluídas as alças da construção. Procurado, o Departamento Municipal de Habitação (Demhab), responsável pelo pagamento dos benefícios, disse que não se posicionaria a respeito das reinvasões. O mesmo informou a Secretaria Municipal de Segurança (SMSeg).
O Demhab, no entanto, afirmou que, até o último dia 17 de abril, conforme os dados mais recentes disponíveis, 435 demolições já haviam sido feitas em residências na área da poligonal definida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam), ou 71,6% do total de 607 identificadas, restando, portanto, 172 a serem demolidas, ou 28,3%.
Empresas contratadas pelo Dnit prosseguem com a demolição de casas na vila Voluntários, no bairro Farrapos, necessária para a conclusão da nova ponte do Guaíba
Os trabalhos feitos pelo governo federal na área consistem na identificação das moradias, saída das famílias para residências definitivas do Programa Minha Casa Minha Vida – Reconstrução RS, demolição das casas, limpeza da área e remoção dos resíduos. As famílias que retornaram eram de residências que ainda não haviam sido demolidas. O Dnit informou também que “por meio das ações sociais, do acompanhamento regular e da escuta qualificada, diversas situações foram solucionadas, em trabalho conjunto com a Prefeitura de Porto Alegre e lideranças comunitárias,.
Acrescentou que parte da população retornou aos seus locais de origem, enquanto outros foram encaminhados para programas sociais da administração municipal. Os casos encaminhados à AGU “para adoção das providências legais cabíveis”, disse ainda o órgão federal, foram de famílias que tiveram “esgotadas as medidas administrativas”.