Cidades

ARI debate preservação do bioma Pampa em fórum internacional em Porto Alegre

13ª Fima, realizado no Memorial do Legislativo, iniciou nesta terça-feira e vai até quarta com painéis e palestras de especialistas

Presidente da ARI, José Nunes, discursou na abertura do evento
Presidente da ARI, José Nunes, discursou na abertura do evento Foto : Pedro Piegas

Começou nesta terça-feira, no Memorial do Legislativo, em Porto Alegre, o 13º Fórum Internacional do Meio Ambiente (Fima), promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI), com a principal discussão a respeito da preservação do bioma Pampa, um dos mais ameaçados com a devastação ambiental na América do Sul, e cuja maior parte contempla áreas do território do Rio Grande do Sul. O painel de abertura contou com a participação do presidente da ARI, José Nunes, além de representantes da sociedade civil, órgãos de Comunicação Social e demais autoridades. A programação completa pode ser vista neste link.

Até esta quarta, os participantes debatem sobre formas de preservação e o papel da imprensa no combate à destruição deste ecossistema. Para o Glaciologista do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Cardia Simões, que falou a respeito do impacto das mudanças no Pampa, os eventos climáticos extremos ocorridos no RS nos últimos anos também se fizeram sentir neste bioma, afetando o equilíbrio natural.

“Este evento marca uma possibilidade de discussão ambiental importante para que tomadores de decisão possam repensar não apenas políticas públicas no nosso Estado, como também no Mercosul como um todo. Preservar as características do Pampa, como nascentes, margens de rios e áreas de refúgio ambiental nos dará a preservação de nossa identidade, e ainda por cima aumentará a resiliência para as mudanças climáticas nas próximas décadas”, afirmou Simões, para quem, a despeito das visões políticas diferentes dos governos dos países que compõem o bioma, como Brasil e Argentina, é preciso reforçar a governança entre as nações.

“Esta é uma temática relevante do ponto de vista da América Latina e global, mas também é estratégico para a sobrevivência e resiliência econômica, política e cultural do Mercosul”, acrescentou. Já Nunes, cuja entidade que preside celebra 90 anos em 2025, disse que a entidade, mais do que nunca, coloca a preservação ambiental entre suas principais prioridades.

“A imprensa é fundamental e precisa discutir estas questões. Percebo que, no decorrer do tempo, ela muitas vezes faz apenas a cobertura da tragédia, e não o faz visando a questão da preservação, que levem as pessoas a se conscientizarem de que é necessário cuidar do meio ambiente como um todo”, disse o presidente da ARI. O evento também tem transmissão ao vivo no YouTube da associação.

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