O dia 20 de setembro é marcado pela celebração da Revolução Farroupilha, mas também marca outro momento histórico importante: a fundação do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. O local foi criado no dia 20 de setembro de 1959 pelos historiadores e amigos Telmo Lauro Müller (falecido em 2012) e Germano Moehlecke (falecido em 2016), para guardar a memória da Imigração Alemã no Brasil, que em julho deste ano completou 200 anos. Nestes 65 anos, o local tornou-se o guardião do maior acervo da América Latina sobre a imigração alemã. São mais de 10 mil objetos, 25 mil livros, 85 mil fotos, nove mil periódicos e 12 mil documentos únicos e raros.
Em maio, o museu foi impactado pela enchente, cujas águas invadiram o primeiro piso, destruindo ou danificando parte do acervo, que agora passa por restauração. O presidente do Museu Visconde de São Leopoldo, Cássio Tagliari, disse que o local é depositário da herança cultural dos alemães e a reabertura do museu, que aconteceu em 25 de julho, conta toda esta história. “O local recebeu 1,5 metros de água. Através de uma campanha, estamos gradualmente recuperando parte do acervo que foi dado como perdido. Tínhamos uma reserva técnica, mas também temos recebido doações de objetos para novamente recompor nosso museu e seguir contando história.”
Por isto, a celebração será singela, com um encontro fechado durante a manhã apenas para mantenedores, colaboradores e voluntários. O Museu Histórico Visconde de São Leopoldo está localizado na Rua Dom João Becker, 491, no centro de São Leopoldo, e funciona de terças-feiras a sábado, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h30 – Centro, São Leopoldo. O local é uma instituição comunitária, de direito privado, sem fins lucrativos, mantido com doações e apoio de voluntários. A entrada é gratuita.