O Banco Municipal do Vestuário de Rio Grande foi criado em 2013 com o objetivo de ajudar aquelas pessoas em situação de vulnerabilidade social e agora busca a instalação de lavanderia e costuraria. “Já recebemos peças rasgadas, sem ter como costurar, blusa de inverno como uma só manga, roupa suja de sangue. Por isso mesmo, temos um projeto de conseguir instalar uma lavanderia e costuraria, mas ainda não temos um prazo para que isto ocorra”, diz a primeira-dama do município e voluntária, Eunice Lindenmeyer.
Eunice recorda a trajetória do banco, que iniciou de maneira itinerante. “Quando começou era itinerante nos bairros, aonde as pessoas levavam o que quisessem. Dois anos depois passamos para um local fixo aberto o ano todo aonde as pessoas que estão em real situação de vulnerabilidade podem ir a um armazém no Porto Velho”, conta.
Ano passado, a iniciativa virou lei e as pessoas passaram a poder realizar quatro retiradas por ano com critérios para todos os membros de uma família. “Estabelecemos regras que valem também de acordo com o estoque, ou seja, a pessoa não tira somente calças e sim peças diversificadas”, exemplifica. O Banco tem aproximadamente 1,9 mil famílias cadastradas. Além destas em torno de 300 moradores de rua também são encaminhados pelo Centro POP para o Banco. “Também atendemos os indígenas que estão na cidade”, completa.
São realizadas parcerias para a coleta de agasalhos, durante todo o ano, como o Centro de Atendimento ao Turista no Partage Shopping. Eunice conta que uma das maiores dificuldades é a doação de vestuário infanto juvenil. Doações também são recebidas no armazém de segunda a quinta-feira das 12h30min às 18h30min. No mesmo período são realizados 20 atendimentos por dia, no verão o número diminui um pouco. “Na sexta-feira é realizada a triagem de roupas. Elas são separadas por tamanho e a pessoa tira quilo que gostar de acordo com o seu tamanho”, observa.
Ela afirma que se alguém quiser ajudar pode procurá-la ou ao coordenador do Banco do Vestuário, Pedro Amaral. “As nossas dificuldades além dos voluntários são de equipamento para montar os dois setores. Após a criação da lei em 2018, há um fundo então podemos aceitar doações em dinheiro para os projetos”, conclui.