Cidades

Barragens em Pelotas estão em situação de emergência

Defesa Civil do RS orienta retirada dos moradores das áreas de risco no bairro Passo do Salto

Acúmulo de água na região Sul causa transtornos e alertas
Acúmulo de água na região Sul causa transtornos e alertas Foto : Pedro Piegas

Duas barragens em Pelotas, localizadas no bairro Passo do Salto, estão em situação de emergência, quando as anomalias representam risco de ruptura iminente. A situação ocorre em decorrências da sequência de dias chuvosos na região Sul do Estado.

A Defesa Civil está no local e já adotou as medidas necessárias para garantir a proteção à vida dos moradores, articulando junto à Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil a orientação e Defesa Civil do Estado e Sema adoram medidas para garantir segurança da população, além de medidas de contingência para direcionar o fluxo de água para regiões inabitadas.

A Sema está em contato com o empreendedor para garantir o cumprimento da legislação com relação à segurança das barragens.

Prefeitura decreta situação de emergência

A prefeita Paula Mascarenhas assinou, na tarde desta quarta-feira, 25, decreto de situação de emergência, em razão do grande volume de chuvas que atinge o município desde a manhã de segunda-feira.

A medida se soma ao estado de calamidade, diante da enchente histórica de maio - condição na qual Pelotas permanece. O decreto de emergência assinado nesta quarta-feira não interfere na condição reconhecida há quatro meses.

Com o decreto, assinado também pelo secretário de Governo e Ações Estratégicas, Fábio Machado, a prefeitura se credencia a buscar mais recursos para fazer frente aos danos provocados pelas chuvas intensas que podem chegar a 300 milímetros até esta quinta-feira, 26.

Para justificar a situação de emergência, o documento cita o volume de chuvas em pequeno intervalo de tempo, o que compromete o sistema de drenagem de águas pluviais, lista danos, como destelhamentos, alagamentos e deslizamentos de terra, bem como na infraestrutura urbana, provocando transtornos à segurança e circulação da população, a suspensão das aulas na rede municipal, a necessidade de mobilização e reorganização da estrutura municipal na prestação de serviços públicos, residências e prédios públicos diretamente atingidos, além de danos materiais e prejuízos econômicos e sociais. Por fim, menciona parecer favorável da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

A situação de emergência é válida para as áreas afetadas pelas chuvas. E, além de credenciar o município à obtenção de recursos, autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem, sob gerenciamento da Defesa Civil, em ações de resposta, reabilitação e reconstrução.

O decreto entra em vigor nesta quinta-feira, data de publicação, com efeitos a partir do início do fenômeno climático , segunda-feira, e tem prazo de 180 dias.