Cidades

BM lança livro sobre atuação da entidade durante a catástrofe climática no RS

Publicação conta com registros fotográficos de salvamentos e das ações executadas pela BM, além de depoimentos de policiais militares

Comandante-geral da BM, o coronel Cláudio dos Santos Feoli participou do lançamento do livro
Comandante-geral da BM, o coronel Cláudio dos Santos Feoli participou do lançamento do livro Foto : Mauro Schaefer

A Brigada Militar lançou nesta terça-feira o livro “Ano de 2024, a catástrofe que marcou a história do Rio Grande do Sul: memórias do heroísmo da Brigada Militar e aliados na proteção da sociedade gaúcha”. A publicação conta com registros fotográficos e relatos da linha de frente, com as dificuldades e a atuação dos agentes da segurança pública durante a catástrofe climática vivida no RS entre abril e maio deste ano.

De acordo com o comandante-geral da BM, o coronel Cláudio dos Santos Feoli, o livro servirá como inspiração para as futuras gerações. Ele recordou também os centenas de policiais militares gaúchos que tiveram seus lares atingidos pelas enchentes e consequências da crise climática. “Não é apenas um livro. É um legado e a memória viva de um momento desafiador. Apesar de sofrerem com perdas, nossos policiais escolheram continuar na linha de frente para servir ao próximo. São heróis anônimos, que mesmo diante de suas próprias adversidades, não mediram o esforço para proteger e salvar vidas”, apontou.

O diretor do Departamento de Ensino da BM, o coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, reforçou a importância do resgate histórico que o livro faz ao documentar em foto e em texto as ações da corporação durante a enchente. “Graças a essa obra, nós vamos deixar isso vivo para as próximas gerações. Este livro é uma verdadeira homenagem à coragem inabalável dos nossos policiais. Ele mostra a força e a solidariedade presente em nosso Estado”, completou.

A obra foi capitaneada pela capitão Clarisse Heck, que colheu os depoimentos e as imagens ainda durante o período da enchente, acompanhando os trabalhos de salvamento em diversas regiões do RS. Segundo ela, os trabalhos tiveram início no dia 14 de maio, quando muitas cidades ainda sofriam as consequências da cheia. “Estávamos atravessando a maior catástrofe já ocorrida no RS e sentimos a necessidade de registrar esse momento. Temos pelo menos um depoimento de cada estado da federação que deu apoio às ações. Foi um trabalho de muita seriedade e de muita sensibilidade, com relatos coletados no terreno à medida que as missões eram executadas”, contou.

Ao todo, o livro de 266 páginas conta com 570 fotos e 74 depoimentos sobre a tragédia, organizado pelo Departamento de Ensino da BM, com coordenação do Museu da BM.